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13 MAIO
Hoje comemoramos o dia da Abolição da Escravatura no Brasil, mas ainda temos muitos problemas de racismo e preconceitos
A abolição foi um dos acontecimentos mais marcantes da nossa história
A abolição da escravatura no nosso país aconteceu no dia 13 de maior de 1.888, foi resultado de intensa mobilização pelo decreto da Lei Áurea que pôs fim a escravidão. Foi assinada pela regente do Brasil, a princesa Isabel.
A movimentação contra a escravidão não aconteceu apenas pela população livre, contou com o envolvimento fundamental dos negros escravos, eles impuseram limites aos senhores de escravos e contribuíram para a abolição da escravatura.
Os escravos que fugiam de seus senhores abrigavam-se em quilombos, um desses quilombos, quilombo do Leblon, surgiu o símbolo do movimento abolicionista, a CAMÉLIA BRANCA. Era uma flor cultivada e vendida pelos quilombolas.
A princesa Isabel nasceu em 29 de julho de 1840, era a herdeira do trono do Brasil e além da Lei Áurea ela assinou a Lei do Ventre Livre. Segunda filha de D.Pedro II, com sua esposa Teresa Cristina, seu nome era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon. Por ser filha do imperador, a sua educação era impecável e muito rígida, na adolescência , chegava a estudar 15 horas por dia, aulas com conteúdos variados como física, geologia, filosofia, astronomia, botânica, história, piano,etc.
Casou-se com o Conde D’Eu, francês que lutou na Guerra do Paraguai, onde teve que substituir Duque de Caxias no comando das tropas e foi fundamental, pois matou Solano López, ditador do Paraguai. O conde alforriou todos os escravos no Paraguai em 1870.
Com a proclamação da república do Brasil, foram obrigados a fugir do Brasil, a família real foi expulsa do nosso país, Isabel partiu para França, onde faleceu em 1.921.
Aconteceu a libertação dos escravos no Brasil, mas os negros sofrem até os dias de hoje com preconceitos, racismo e desigualdade social.
Algumas mulheres negras que fizeram parte da história do Brasil:
DANDARA
Lutou contra o sistema escravocrata e se tornou um dos maiores nomes da resistência quilombola do Brasil, no século XVII. Foi esposa de Zumbi dos Palmares, na qual sua morte inspirou o “Dia da consciência negra”.
MARIA FIRMINA DOS REIS
Foi a primeira romancista brasileira a ter um livro publicado no país. Sua obra Úrsula foi lançada em 1.860, que abordava a questão abolicionista.
ANTONIETA DE BARROS
Filha de uma ex-escrava, Antonieta nasceu em Santa Catarina, era jornalista e professora, foi a 1ª deputada mulher do estado, em 1.934.
TEREZA DE BENGUELA
Foi líder do Quilombo Quariterê, em Mato Grosso, recebeu o título de rainha Tereza. Destacou-se por instituir uma espécie de parlamento no quilombo, onde se discutiam as regras da comunidade. Foi morta em 1.770, no dia 25 de julho se comemora o dia nacional de Tereza Benguela e da “Mulher Negra no Brasil”.
E assim, muitas mulheres se destacam até hoje no Brasil, seja nas áreas da medicina, jornalismo, enfermagem, engenharia, política, educação, artes, etc. Seguem lutando por seu lugar neste mundo tão desigual. Uma eterna luta contra racismo, preconceitos, injúrias raciais e principalmente, para conseguirem trabalhar de igual para igual em suas profissões.