Fibromialgia, os desafios de uma doença invisível, 12 de maio é o dia mundial pra falarmos sobre ela

Entenda essa doença silenciosa e dolorosa que faz parte da vida de muitas pessoas

 

A Síndrome da Fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução, não inflamatória, que acomete em torno de 4% da população mundial. Caracterizada por queixas de dores músculo-esquelética.

O dia 12 de maio foi instituído para divulgar essa doença silenciosa e difícil de diagnosticar. A fibromialgia é a dor em vários músculos, tendões e articulações, inclusive na coluna vertebral. A doença apresenta vários sintomas como: Cansaço, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, palpitação, sono não reparado (a pessoa acorda cansada), dor de cabeça e dor abdominal, dificuldade de digestão , com diarréia e prisão de ventre.

É uma doença que ainda não sabemos a causa e seu diagnóstico, não aparece em exames de sangue ou raio X. O médico reumatologista precisa ter muita experiência para diagnosticar e tratar a doença.

Existe um preconceito grande com os portadores de fibromialgia, pois muitas vezes eles sentem muitas dores com um simples contato físico, mas nenhum exame comprova essa dor. O médico precisa tratar a pessoa como um todo, seu corpo, suas emoções e seus sentimentos.

Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. A dor é sentida nos ossos ou na carne ou ao redor das articulações. A alteração do sono é freqüente, afetando quase 95% dos pacientes. Não conseguem  manter um sono profundo, o sono é sempre interrompido, por esse motivo, a pessoa já acorda cansada, parece que passou um caminhão por cima dela.

De cada 10 pessoas com fibromialgia, de 7 a 9 são mulheres, não se sabe a razão porque isso acontece. A idade de aparecimento da doença é geralmente entre 30 a 60 anos, mas existem casos de pessoas mais velhas e também de crianças e adolescentes. O diagnóstico é clínico, não necessitando de exames para comprovar que a doença está presente.


Alguns possuem desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar o desconforto, uma sensação horrível. Esse problema é chamado de “Síndrome das pernas inquietas”. Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da doença. A pessoa vai se exercitar cansada e acaba mais cansada ainda, mas tem que ir se exercitar sempre.

A depressão está presente  em 50% dos pacientes, a dor é real. A depressão piora o sono, aumenta o cansaço, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo.

O paciente com fibromialgia tem maior sensibilidade à dor do que as pessoas sem, por uma ativação do sistema nervoso central. Sentem a bexiga mais sensível, sensação de amortecimento nas mãos e pés e maior sensibilidade a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos fortes.

Ela pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. Sintomas como alteração de sono e humor, são decorrentes da dor crônica. As dores costumam se intensificar ao final do dia, a tendência é a pessoa acordar várias vezes durante a noite e assim o corpo e a mente não descansam nunca.

O exercício físico é o único meio afetivo para melhorar as dores. Quem possui a doença precisa buscar a ajuda de um profissional para fazer um tratamento correto, é uma doença física dolorosa, mas pode ser amenizada com acompanhamento adequado.

escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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