Exposição “A poética dos Azulejos de Alcântara: Do fragmento ao todo”

O Museu Histórico de Alcântara -MHA, equipamento cultural, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura- SECMA, reabriu em dezembro de 2021 uma galeria de arte Diógenes Ribeiro), que dispõe de duas salas equipadas para exposições de artes visuais. Dando continuidade à ocupação permanente da galeria, mais um exposição estará sendo aberta no dia 21 de dezembro. “A poética dos azulejos de Alcântara: Do fragmento ao Todo”, reunindo parte do acervo azulejar o MHA, que estava acondicionado na reserva técnica do Museu, e que foi totalmente limpo e restaurado.

A origem do azulejo é egípcia. Contudo, foram o árabes que levaram a técnica à Península Ibérica, por volta de 1,500 depois de Cristo. Inclusive, a palavra azulejo vem de “al-zulaich”, que significa “a pedrinha polida”. Existem o azulejos de cerâmica, fabricados a partir da mistura de barro vermelho e barro branco, e os azulejos de porcelana, elaborados  a partir da argila de porcelana fina, queimada numa temperatura muito mais alta que a da cerâmica. Em Portugal, os azulejos eram utilizados para decorar os ambientes internos das casas e templos religiosos. No Maranhão e Pará, fora usados com a função de proteger e embelezar fachadas frontais dos imóveis, deixando o ambiente interno mais fresco, em razão do nosso clima, embora também tenham sido utilizadas decorativamente em ambientes internos. Essa moda depois acabou sendo adotada em Portugal.

A maior parte dos azulejos são azuis porque depois que os europeus começaram a fazer trocas comerciais com o Oriente, ficaram seduzidos pela elegância e delicadeza da porcelana chinesa, que se destacava pelos tons azuis e branco. No século XVII, num processo imitativo, os holandeses começaram a fabricar azulejos nos mesmos tons azul e branco. As peças fizeram tanto sucesso que os portugueses importaram da Holanda grandes quantidades de azulejos, sendo usados em larga escala, chegando essa tendência no Brasil.

 

A atual exposição do MHA é o resultado de um trabalho de limpeza, restauração e montagem de centenas de azulejos que integram o acervo do primeiro museu alcantarenses, inaugurado em 1978. Foram seis meses de trabalho, envolvendo restauro e montagem dos painéis com azulejos que irão ser exibidos nesta exposição, trabalho que contou com a importante contribuição dos estagiários do MHA. Além dos azulejos que se encontram íntegros, dezenas de fragmentos também foram encontrados e limpos, sendo os mesmos colados em painéis no formato de mosaico, compondo mandalas, ideia que surgiu a partir de uma oficina ministrada pelo artista visual alcantarinense Pablo Reis.

A galeria de arte Diógenes Ribeiro, do MHA, disponibiliza um regulamento/ termo de uso para todos os artistas (alcantarenses, maranhenses, de outros estados da federação ou estrangeiros) que queiram expor seus trabalhos no segmento das artes visuais no MHA de forma gratuita. 

“A ideia é fortalecer cada vez mais o uso da galeria, no sentido de que possa facilitar o diálogo entre os artistas locais e os de fora, além de mostrar o acervo do MHA, informando a todos sobre o mesmo, sempre que possível, essa dinâmica é de fundamental importância para movimentar e aquecer o cenário cultural de Alcântara, conforme orienta a  SECMA, através do novo Secretário de Estado de Cultura, Yuri Arruda”, informa o designer, jornalista, escritor e diretor do Museu Histórico de Alcântara, Paulo Melo Sousa.

*JP Turismo

Post Author: Bruna Oliveira

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