Embora este não seja o momento para comemoração em muitos setores que sofreram perdas durante a pandemia mundial. Exportadores de peixe ornamentais da Adepoam (Associação dos Exportadores de Peixes Ornamentais do Amazonas) comemoram o novo momento de expansão do negócio.
O Governo do Amazonas tem apoiado a atividade. A entidade, criada em 2019, é fruto de uma mobilização feita para organizar a categoria e alinhar as discussões sobre iniciativas voltadas ao crescimento do setor.
“As empresas de peixes ornamentais, os empresários em si não tinham contato um com os outros. Nós trabalhávamos de forma individual. A Secretaria de Pesca uniu, a gente pôde se aproximar, discutir os nossos interesses e entender que nós precisávamos sim da Associação para ter algum tipo de representatividade. E é justamente isso que o Estado está nos proporcionado hoje, ter um pouco de representatividade para que não permaneça esquecida”, considerou Sued Canavieira, presidente da Adepoam, que já registra a adesão de nove das 12 empresas amazonenses do setor.
Proprietário da Amazon Peixes Ornamentais, empresa que exporta peixes ornamentais para países como Alemanha, China e Estados Unidos, Sued frisa que os esforços direcionados ao setor em 2019 surtiram bons resultados. A empresa dele, que emprega diretamente cinco funcionários e trabalha com cerca de 150 espécies, movimentou US$ 650 mil durante o ano passado, com a realização de duas a três exportações por semana. A pesca é praticada, principalmente, nos rios Amazonas, Negro e Solimões.
“Desde o ano de 2019 tivemos mais reuniões do que nos últimos 20 anos, junto ao Governo do Estado. Nós recebemos um apoio intenso, tanto nas empresas exportadoras como também na cadeia dos pescadores ornamentais. O apoio do Estado está focado em ajudar o exportador, mas com o interesse secundário de fortalecer os ribeirinhos e a pesca, que são os nossos fornecedores. Não são empresas, os nossos fornecedores são os pescadores dentro de todo o estado”, ressaltou Sued.
Ele enfatiza que a prática da pesca ornamental obedece a todas as legislações ambientais e não é agressiva à natureza. “As pessoas não conhecem o que é a exploração do peixe ornamental na natureza, pensam que é uma atividade que acaba causando danos ao meio ambiente, e é exatamente o contrário. É uma atividade que é extremamente sustentável, traz riquezas para o ribeirinho. Como ele obtém renda do peixe ornamental, ele não vai obter renda do desmatamento, da caça ilegal e de outros meios ilegais”, pontuou o empresário.
Edital
O Governo do Amazonas lançou, em maio deste ano, por meio da Sepror, um edital de apoio à pesca ornamental. Nele está prevista a escolha de Organizações da Sociedade Civil de pescadores, interessadas em firmar Acordo de Cooperação para doação de 125 (cento e vinte e cinco) conjuntos de materiais para a pesca ornamental.
Cada conjunto será composto de 10 caixas plásticas brancas tipo caçapa de 40 litros; uma lanterna de cabeça 12 LEDs; uma lanterna 1.500 velas holofote tocha cilibrim foco de mão 12v; uma bateria 60 amp; uma tela mosquiteira de nylon verde 1×50 metros (rapiché); um facão para mato 16 polegadas; uma faca inox peixeira reforçada com cabo de madeira de 6 polegadas; uma lona cobertura carreteiro 3×4 metros; um chapéu de palha aba grande de 15cm; um par de botas sete léguas; um par de luvas de pano tricotada de algodão pigmentada.
“As entidades vão concorrer e vai ser distribuído, de forma gratuita, esse material de apoio ao pescador piabeiro, que é (aquele) das regiões com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito mais baixo, e que precisa fortemente do apoio do Estado”, reforçou o titular da Sepa (Secretaria de Pesca do Amazonas), Leocy Cutrim.
Texto: Bruna Oliveira *Com informações da assessoria Fotos: Arthur Castro/Secom

