Durante a COP30, realizada em Belém (PA), a negociação sobre financiamento para adaptação às mudanças climáticas enfrentou resistências, sobretudo de delegações europeias, conforme admitido por representantes brasileiros, o que dificultou alcançar um acordo mais robusto.
Europeus mantiveram pressão por metas de mitigação
Delegações da União Europeia (UE) chegaram a condicionar seu apoio a um texto final da conferência à inclusão de metas ambiciosas de mitigação de gases de efeito estufa, apontando a necessidade de compromissos mais fortes para reduzir emissões e submetendo a adaptação climática a essa prioridade.
O impasse atrasou decisões sobre adaptação e financiamento
Esse posicionamento causou um impasse entre países desenvolvidos, defensores de metas rígidas de carbono, e países em desenvolvimento, que defendiam maior foco nos recursos para adaptação, essenciais para enfrentar impactos como secas, inundações e eventos extremos.
O impasse ficou evidente nas discussões sobre a ampliação dos fundos de adaptação: embora o acordo final proponha triplicar os recursos até 2035, boa parte da comunidade científica e de países vulneráveis considerou o prazo muito tardio diante da urgência da crise climática.
Resultado final: consenso frágil e promessas adiadas
No fim, a COP30 aprovou um pacote de decisões que avança na ampliação do financiamento climático e na adoção de planos de adaptação.
Porém, muitos negociadores e observadores consideram que o resultado ficou aquém do necessário, especialmente pela falta de compromisso firme com a eliminação de combustíveis fósseis e pela demora em implementar medidas estruturais de adaptação imediata.
Fonte: O Globo

