Mulheres guerreiras, avós, mães, filhas, tias, primas, amigas, mas acima de tudo “mulheres”.
Hoje comemoramos o Dia da Internacional mulher, nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciadas
Hoje nesse dia, parabenizo todas as guerreiras de fé, ressaltando as mães e também aquelas que são pai e mãe ao mesmo tempo. Mulheres que criaram seus filhos no meio de tantas dificuldades, também aquela mulher que preferiu não ter filhos, pois todas elas são corajosas e firmes nas suas escolhas durante a vida.
Cerca de 4 mulheres são assassinadas diariamente no Brasil por razões de gênero (feminicídio).
O ano de 2025 registrou recorde com 1.470 casos.
A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015. Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025.
Precisamos mudar isso de um jeito ou de outro, com políticas públicas, com mulheres podendo usar armas para se defenderem, porque a “Medida Protetiva” é uma palhaçada, não existe da maneira que precisava ser colocada, se protegesse a mulher, ela não seria assassinada.
Sempre vai ter aquele que vai dizer, que a mulher fica com o homem porque quer, não é assim: muitas mulheres precisam ficar com esses “homens”, pelo fato de não terem para onde ir com seus filhos, não têm como alimentarem os filhos, o emprego para mulheres é bem desvalorizado, e os filhos precisam ficar em algum lugar para a mulher poder ir trabalhar, então é muito fácil o homem dizer que a mulher fica porque quer.
A mulher precisa trabalhar e ter com quem deixar seus filhos, porque o homem também é responsável por esses filhos, o que não acontece, e ele pode sair trabalhar sem se preocupar onde seus filhos vão ficar. É muito delicado isso, são mulheres desamparadas e esquecidas pela sociedade.
Uma mulher quando fica sozinha, precisa pagar aluguel, luz, água, de comprar alimentação para ela e os filhos, isso sem falar em roupas, porque criança cresce, material escolar, e precisa que alguém fique com seus filhos enquanto trabalha, porque não é em todo lugar que existe escola com turno integral, ou você acha que os parentes ficam com os filhos delas, e às vezes, quando deixam as crianças com parentes, essas crianças ainda são abusadas, e crescem com grandes problemas psicológicos.
Falar é fácil, e você acha que esse homem que tem a capacidade de bater e matar uma mulher, vai ser aquele homem que vai pagar a pensão alimentícia direitinho, aí vai ter aquele que vai dizer: Ah! Mas é direito da mulher cobrar a pensão alimentícia, como se nesse país isso funcionasse ao pé da letra.
Então, nós mulheres precisamos lutar por nós e nossos filhos diariamente, porque gente pra falar tem bastante, mas para resolver, muito pouco.
As mulheres ainda passam por dificuldades até hoje e todos os dias buscam empregos melhores, sofrendo preconceitos e desigualdades, mas estamos vencendo tudo isso e falta muito para nos igualarmos aos homens.
Parabéns as mulheres casadas, solteiras, divorciadas e viúvas. Mulheres separadas que precisam criar seus filhos sozinhas, sem a ajuda do pai. Essas mulheres ainda enfrentam muitos preconceitos na vida, às vezes das próprias mulheres que é muito pior. Essas guerreiras precisam educar e chamar a atenção de seus filhos e depois dar amor e carinho. Que estão o tempo inteiro se questionando se estão agindo certo com os filhos, formando seu caráter, mas passaram adiante para eles sua garra, determinação, força e amor que sempre carregaram, e principalmente educaram um filho que respeita as mulheres.
Parabéns para as mulheres que vão à luta pelo que acreditam. Que enfrentam com ternura e delicadeza as situações que lhe impuseram desde o início da vida. Mulheres que são discriminadas e sofrem machismo, e o pior, que por incrível que pareça o machismo vem de outras mulheres também, mas isso é sobre certas mulheres que são machistas e hipócritas e esquecem que um dia suas próprias filhas podem passar por isso.
Mulher é a própria armadura e sempre sabe o melhor jeito de ir à luta. Não é à toa que a peça mais forte do jogo de xadrez é uma “dama”!
Escritora

