Para comemorar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Embrapa fará uma live com o tema “Protagonismo Indígena e Pesquisas Participativas”. A ação faz parte da série Amazônia em Foco e acontece no dia 8/8, sábado, às 17 horas, no horário de Brasília, no canal da Embrapa no Youtube (www.youtube.com/embrapa).
Participam deste bate-papo os pesquisadores Moacir Haverroth, da Embrapa Acre, e Enrique Alves, da Embrapa Rondônia. Assim como também Dalton Tupari, líder da Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta D’Oeste (RO), Dina Suruí, agricultora indígena da Aldeia Tikã, em Cacoal (RO), e Luana Fowler, bióloga, naturalista e mestra pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O público poderá interagir com todos e conhecer melhor as ações realizadas nesta parceria.
O bioma amazônico reúne a maior parte da população indígena no Brasil, com cerca de 200 mil pessoas, 420 povos diferentes, 86 línguas e 650 dialetos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, na Amazônia Legal vivem mais de 180 povos indígenas que ocupam uma área de 108 milhões de hectares, o que representa 21,5% da região.
O foco do evento online é apresentar a dinâmica e os resultados de projetos de pesquisa e transferência de tecnologias em parceria com os povos indígenas que acontecem no Acre e Rondônia. Os dois estados somam cerca de 30 mil indígenas.
No Acre, as primeiras atividades em conjunto com os indígenas foram iniciadas em 2007. “Buscamos contemplar tanto a diversificação e melhoria da produção agrícola, para garantir a segurança alimentar das famílias, como novas alternativas de renda, considerando a tradição agrícola das aldeias e o potencial da floresta”, explica Moacir Haverroth, pesquisador da Embrapa Acre.
Já em Rondônia, são realizadas com os indígenas pesquisas voltadas para a produção de castanha-do-brasil e a cafeicultura, que é o carro-chefe da parceria com os indígenas.
“Acredito no poder de transformação que o uso de tecnologias de produção sustentável pode ter na realidade da agricultura familiar e de comunidades tradicionais amazônicas. É uma verdadeira quebra de paradigma. Muitos não acreditam no empreendedorismo indígena e em sua capacidade em praticar atividades mais elaboradas, que vão além da caça, pesca e o extrativismo. Estão dando exemplo a todos nós”, ressalta Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia.
*Com informações Embrapa Fotos: Renata Silva

