Muitos produtores tiveram que se adaptar com as novas medidas de entrega de produtos por conta do novo Coronavírus. Para que haja o escoamento da produção, muitos empresários tiveram que fazer suas entregas no modo Delivery. Para alguns a medida funcionou, para outros não trouxe os resultados esperados.
A empresária Adriana Santos Oliveira vende farinha, empreendimento denominado “Ponto da farinha” não está fazendo entrega nesses últimos dias, pois segundo Adriana, o valor da farinha subiu muito e não há embarcações para traze o produto a ser vendido na cidade.
“Já estou há três semanas sem fazer entrega, mas até o dia que eu estava entregando as encomendas de farinha estavam boas e não havia prejuízo”, disse.
A farinha que vem do município de Uarini contribui para a renda familiar. Por mês, em média eram vendidos por feira cerca de R$ 1.500 em produtos com feiras realizadas três vezes por semana e 200 quilos de farinha.
Da mesma forma, a Divina Cunha da Silva dona da “Cocada Cremosa da Dona Diva” também sente as consequências da pandemia mundial que chega ao Amazonas. A empresa responsável por fornecer cocada artesanal de diversos sabores (tucumã, maracujá, cupuaçu e coco com doce de leite e castanha).
“Para mim não deu essa questão do Delivery, pois meu produto não é de primeira necessidade. Principalmente também porque moro aqui na estrada, então esse projeto não deu certo”, confessou.
Por outro lado, Maria Gabriela Santos Martins, responsável pela venda de água de coco da “Jade’s Coco” com clientes fixos, concentrou as vendas Delivery em um dia apenas na semana. Ela conta que o novo momento não gerou dificuldades para o empreendimento.
“Há duas semanas eu fazia entrega três vezes por semana e hoje concentrei a entrega nas segundas e terças-feiras. Tiro um dia todo voltado para os meus clientes. Não tive dificuldades, só organizei as entregas e assim fica fácil, meus clientes se sentem mais seguros”, disse Maria.
Texto: Bruna Oliveira Fotos: Arquivo pessoal

