Defesa Cibernética garante segurança digital durante a COP30, em Belém

Belém (PA) – Durante a COP30, realizada em Belém, as Forças Armadas atuam em diversas frentes para assegurar a tranquilidade e o sucesso do evento, e uma delas acontece longe dos olhos do público: no campo invisível da guerra cibernética.

Enquanto milhares de pessoas se reúnem para discutir o futuro climático do planeta, militares especializados monitoram, em tempo real, as redes e sistemas que sustentaram toda a estrutura digital da conferência. A missão: proteger as infraestruturas tecnológicas e de informação do Comando Conjunto Marajoara e garantir comunicações seguras e estáveis entre os órgãos envolvidos na operação.

Centro móvel de comando e controle
Em Belém, o Destacamento Conjunto de Guerra Cibernética opera a partir de um moderno caminhão de comando e controle, transformado em centro móvel de monitoramento e resposta rápida a ameaças cibernéticas. “Aqui atuam militares especializados, trabalhando 24 horas por dia para proteger as infraestruturas de tecnologia e informação do Comando Conjunto Marajoara”, explicou o Capitão de Fragata Roberto Wallace, comandante do Destacamento Conjunto de Guerra Cibernética.

A atuação conjunta de militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira acompanha continuamente a rede de comunicações das operações em Belém.

O monitoramento é realizado em coordenação com o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), sediado em Brasília, o que permite identificar e neutralizar rapidamente possíveis tentativas de ataque.

“Hoje todos nós dependemos da conectividade. Nas operações militares não é diferente. Por isso, precisamos garantir sistemas seguros e com acesso protegido. Esse é o nosso grande objetivo”, destacou o General Luiz Carlos, chefe do Centro de Defesa Cibernética.

Treinamento e preparação antecipada

O trabalho de defesa cibernéticas da COP30 começou meses antes do evento. Em setembro, foi realizado o exercício “Guardião Cibernético”, em Belém, reunindo 49 profissionais de 20 instituições públicas e privadas.

Durante o treinamento, os participantes enfrentaram simulações de ataques a infraestruturas críticas, como sistemas de energia elétrica, abastecimento de água e tráfego aéreo, todos setores considerados sensíveis durante grandes eventos internacionais.

“Trabalhamos com infraestruturas críticas e estruturas de comando e controle, buscando antecipar vulnerabilidades e fortalecer a segurança das comunicações do Comando Conjunto Marajoara”, reforçou o General Luiz Carlos.

O Comando Conjunto Marajoara também mantém um oficial de ligação junto à organização da COP30, preparado para acionar equipes de resposta rápida caso seja detectada qualquer ameaça cibernética. “Se houver qualquer solicitação relacionada à segurança digital, nossa equipe entra imediatamente em ação”, explicou o Capitão de Fragata Roberto Walace.

Post Author: Beatriz Costa

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