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De 9 a 11 de março, no Parque de Exposições Assis Brasil, acontece um treinamento sobre portarias de certificação de granjas suínas

 

O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de suínos do Brasil, com produção concentrada na região norte e no Vale do Taquari, destacando-se municípios como Rodeio Bonito, Palmitinho e Rondinha. A suinocultura gaúcha é altamente técnica, com cerca de 4.600 produtores tecnificados e um rebanho estimado em mais de 6 milhões de cabeças. O setor inicia 2026 com estabilidade, custos equilibrados e foco em exportação. 

Treinamento sobre nova portaria de certificação de granjas suínas ocorre em março no RS, a atividade ocorre de 9 a 11 de março no Parque de Exposições Assis Brasil.

Os responsáveis técnicos por Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSCs) têm a oportunidade de participar, em março, de treinamento sobre a Portaria Mapa nº 1.358/2025, que atualiza os procedimentos de certificação dessas unidades. A capacitação é promovida pelo Programa Nacional de Sanidade Suídea do Rio Grande do Sul (PNSS-RS), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As atividades ocorrerão de 9 a 11 de março, na Casa do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, das 8h às 12h. Nos dias 9 e 10, o treinamento será destinado exclusivamente aos técnicos do Serviço Veterinário Oficial. Já no dia 11, a capacitação será voltada aos responsáveis técnicos das granjas de reprodutores.

 

Publicada em 2025, a Portaria nº 1.358 substitui a antiga Instrução Normativa nº 19/2002 e estabelece critérios mais rigorosos para a certificação de GRSCs, com foco no fortalecimento da biosseguridade e da rastreabilidade das unidades produtoras de material genético. A normativa visa, principalmente, ao controle e à prevenção de enfermidades de alto impacto sanitário e econômico, como a Peste Suína Africana (PSA), a Peste Suína Clássica (PSC) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS).

Entre as principais mudanças, a portaria institui uma classificação das granjas em níveis de biosseguridade de: A, B e C, que define a validade do certificado, variando de 12 a 24 meses conforme o grau de rigor das medidas preventivas adotadas. Também passam a ser utilizados métodos estatísticos para a amostragem laboratorial, permitindo a otimização de custos sem prejuízo à vigilância sanitária

Para os responsáveis técnicos, o cumprimento integral da nova portaria é fundamental para assegurar a competitividade das granjas e garantir segurança jurídica no mercado de reprodutores. Mais do que uma exigência para a comercialização e o trânsito de animais, a certificação representa o principal instrumento de proteção contra a introdução de doenças capazes de comprometer o plantel nacional e afetar mercados de exportação. Ao adotar

medidas como barreiras físicas de isolamento, controle rigoroso de acesso e planos de contingência auditáveis, o profissional fortalece o papel da granja como um elo seguro e eficiente da cadeia produtiva suinícola.

Fonte: Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

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