O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou, nesta quinta-feira (28/10), do seminário “A contribuição do Brasil e da Dinamarca para o Desafio da Oferta Alimentar Sustentável”, em Copenhague.
O evento é organizado pela Embaixada do Brasil na Dinamarca, com o apoio da Apex-Brasil, do Danish Agriculture and Food Council e do Danish Grain and Feed e contou com a participação de autoridades, empresários, investidores e acadêmicos.
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Regional e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destacou as boas práticas brasileiras voltadas para a sustentabilidade ambiental do setor agropecuário.
Segundo ele, o mundo precisa frear o aumento da temperatura, mas conciliando com a produção de alimentos para os 2 bilhões a mais de pessoas que virão ao mundo até 2050.
“Precisamos fazer isso por meio de uma agricultura com baixíssima emissão de gases de efeito estufa, e a agricultura brasileira pode contribuir de modo decisivo para isso. O Brasil produz hoje 1 bilhão de toneladas em alimentos, fibras e bioenergia. Isso permite ao país contribuir com a alimentação de 1,5 bilhão de pessoas, enviando nossos produtos para exatos 193 países. Estamos fazendo isso com base em um processo produtivo que é descarbonizante”.
Além de descarbonizar a agricultura, o Brasil tem espaço para expandi-la sobre áreas de pastagens degradadas, sem a necessidade de desmatar os principais biomas. Nos últimos 10 anos, foram revigorados 27 milhões de hectares de pastagens e para os próximos 10 anos a meta é recuperar mais 30 milhões.
Fernando Camargo apresentou os resultados do Plano de Agricultura de Baixo Carbono, o ABC, lançado há 10 anos, bem como as metas para a próxima década, com a inclusão de novas tecnologias como a utilização de novos bioinsumos, a utilização da irrigação e a terminação intensiva de animais.
Ele lembrou que a agricultura brasileira é baseada em ciência e na adaptação ao calor tropical e disse que o Brasil fez uma revolução verde na produção de alimentos nos últimos 50 anos, superando seu problema de segurança alimentar e se tornando um grande provedor de alimentos ao mundo.
“Nossa produtividade aumentou 456% e a área agrícola apenas 55% nos últimos 50 anos. Fizemos tudo isso, preservando 66% do território original brasileiro.
*Com informações da assessoria Fotos: Divulgação

