A conquista é a primeira de muitas ações que o Amazonas busca para o setor agropecuário
Após a suspensão da vacinação nos rebanhos bovinos e bubalinos em 13 municípios do sul e do sudoeste amazonense, dada na última quinta-feira (30) o Amazonas começa a dar os seus primeiros passos para o avanço do agronegócio local.
Para a Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal), a medida fortalecerá a economia do Amazonas que atualmente é livre de febre aftosa com vacinação. Hoje o estado busca ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação. A suspensão da vacina é a primeira das ações para que o estado tenha reconhecimento nacional pelo OIE (Mapa e internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal).
Atualmente, apenas os estados de Santa Catarina e Paraná detêm o status sanitário de Livre de Febre Aftosa sem Vacinação com reconhecimento nacional, e somente Santa Catarina com reconhecimento internacional.
O diretor presidente da Adaf, Alexandre Araújo fala sobre o atual momento para o estado e como novas medidas beneficiarão o setor:
Portal Agro: A suspensão da vacina trará quais impactos?
Alexandre Araújo: O fim da vacinação nos 13 municípios vai permitir aos produtores conquistar novos mercados, impactando valorização da produção de carne, leite, produtos e subprodutos, além de reduzir os custos, pois eles não precisarão adquirir a vacina.
Portal Agro: Isso permitirá mais qualidade sanitária nos produtos ofertado no estado?
Alexandre Araújo: Sim, o Amazonas atinge um novo patamar sanitário e dará passos seguros e firmes para fazer parte da elite sanitária brasileira relativo a sanidade animal.
Portal Agro: Como funcionará a partir dessa nova autorização? O que muda?
Alexandre Araújo: A partir de agora fica proibido o ingresso e a incorporação de animais vacinados contra febre aftosa nos municípios pertencentes ao Bloco I do Plano Estratégico (2017-2026) do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). Implantamos novos Postos de Fiscalização Agropecuária e reforçamos as Barreiras de Vigilância Agropecuária no Estado, para que passemos a ter um maior e seguro controle do trânsito de animais, vegetais, produtos e subprodutos para a futura área livre de febre aftosa sem vacinação.
Com a suspensão da vacina nos municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Envira, Eirunepé, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã e Pauini, e ainda em parte de Tapauá que faz divisa com Humaitá, a comercialização, o uso da vacina contra febre aftosa está proibido, e o trânsito de bovinos e bubalinos terá novas regras nessas regiões.
Para você ter uma ideia do quanto é importante a medida, os 13 municípios detêm mais de 65% do rebanho do Amazonas. Ao todo, são 1.020.096 cabeças de gado, entre bovinos e bubalinos. O Amazonas possui um rebanho total de 1.562.081 animais. O município que se destaca com o maior rebanho, entre bovinos e bubalinos, é Boca do Acre, com 427.569. Em seguida, Apuí, com 157.209, e em terceiro, Lábrea, com 129.869 cabeças de gado.
Texto: Bruna Oliveira Fotos: Reprodução

