Hoje quando fui ao mercado comecei a reparar as pessoas que por ali estavam comprando ou pesquisando os preços dos produtos, ou simplesmente, acompanhando outra pessoa nas compras.
As pessoas parecem robôs no meio das prateleiras, ficam com um olhar distante e apreensivas, pegam um produto e trocam por outro mais barato, andam devagar com seus carrinhos, observando tudo, pois andam mais tristes e deprimidas com os preços das mercadorias.
Mas temos que comprar alimentos para sobrevivermos, precisamos comer, hoje em dia quando vamos ao mercado, compramos exatamente o que precisamos, na maioria das casas não tem mais supérfluos nos armários ou marcas caras, somente o necessário mesmo.
A carne está muito cara, daí fizemos trocas por frango, porco ou a carne que está em promoção, aqui no sul somos acostumados a comer carne quase sempre, trocamos um legume por outro que esteja mais barato, esperamos a promoção do queijo, enfim, está sendo bem difícil irmos ao mercado, por isso as pessoas estão sempre com caras desanimadas.
Essa ida ao mercado passou a ser uma coisa triste, somos obrigados a ir porque necessitamos dos produtos, por isso encontramos lá pessoas preocupadas, trocando um produto por outro, tristes, às vezes desesperadas porque o dinheiro não dá, ficou muito difícil viver nesse pós-pandemia, aquele “fique em casa” deu nisso.
Então as pessoas andam de um lado para o outro do mercado tentando encontrar uma surpresa, como os preços baixarem, mas está difícil acontecer.
Antigamente íamos felizes comprar nossas verduras e frutas para fazer aquela comida saudável para a nossa família, hoje está difícil de sorrir porque nem encontramos mais verduras saudáveis por causa da seca que destruiu plantações no Rio Grande do Sul.
Com essa pandemia interminável, as máscaras ajudam disfarçar um pouco nossa insatisfação com tudo que vem acontecendo, precisamos de uma luz para seguir vivendo.
Escritora

