O Amazonas se prepara para apresentar uma agenda robusta, com foco em bioeconomia, conservação e desenvolvimento sustentável na COP30, conferência internacional do clima que coloca a Amazônia no centro das decisões globais sobre meio ambiente, entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém, no Pará.
Além do governo estadual, representantes do setor privado e da sociedade civil também vão levar propostas para o evento. O empresário Denis Minev, presidente da Bemol, foi escolhido pela diretoria da conferência para representar o setor privado da Amazônia.
Ele será responsável por organizar discussões sobre o uso de terras degradadas, conservação e restauração de florestas, além de temas relacionados ao empreendedorismo. Segundo Minev, é fundamental mostrar ao mundo que a região não deve ser vista como vilã nas mudanças climáticas.
Pauta do governo do Amazonas
O governo do Amazonas também vai levar uma agenda estratégica para a conferência. O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou que a realização da COP30 na Amazônia reforça o debate sobre a relação da floresta com o clima.
Entre os projetos que o estado pretende apresentar estão iniciativas de manejo sustentável, incentivo à bioeconomia e o fortalecimento da Zona Franca de Manaus como vetor de desenvolvimento.
Voz das comunidades
A sociedade civil também terá espaço na conferência. A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) vai levar um plano de adaptação para a região, construído a partir de escutas com comunidades tradicionais.
O plano estabelece três prioridades: segurança hídrica, segurança alimentar e mobilidade para áreas isoladas.
Oportunidade histórica
A COP30 é vista como uma oportunidade histórica para a região. Para Minev, a conferência pode marcar um novo ciclo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

