Amazonas livre da febre aftosa

Até 2021, 13 municípios do Amazonas devem receber o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que deve elevar a qualidade do rebanho

O Amazonas pode receber o título de área livre de febre aftosa, sem vacinação, até o ano de 2021. A informação é do diretor presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), Alexandre Araújo. Ele disse à Floresta Brasil que o reconhecimento será dado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE- em inglês) para 13 municípios no Estado.

No Sul do Amazonas, os pecuaristas detém a média de 1 milhão de bovinos, o que representa 62% do rebanho total do Amazonas. Alexandre Araújo explicou que atualmente, em todo o Estado, o rebanho é de quase 1,6 milhões de cabeças e acrescentou que os municípios com maior quantidade são: Boca do Acre, Lábrea e Manicoré.

O diretor-presidente também afirmou que o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), criado de 2017 a 2026, tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de vacinação.

Ele explica que o plano de erradicação da aftosa é composto por 102 ações operacionais que envolvem estruturação de barreiras de vigilância agropecuária, cadastros de propriedades e a convocação dos concursados no certame da Adaf.
A meta é abranger as ações de prevenção que são divididas entre governo federal, estadual e iniciativa privada.

“Em 2019, nós trabalhamos muito estruturando as nossas unidades locais com computadores, com veículos e voadeiras. Para melhorar as condições de mobilidade aos trabalhadores. O ponto que a gente deve atacar, é a convocação dos concursados da Adaf, para que eles sejam lotados nas unidades do interior e aos municípios do Sul do Amazonas para que as ações sejam eficazes” disse o diretor presidente.

Além disso, o reconhecimento das áreas pela OIE poderá incluir, inicialmente, os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte de Tapauá.

“A Adaf trabalha na promoção da saúde animal, vegetal, respeitando as regras ambientais para o resguardo da saúde pública. No momento em que nós temos animais e vegetais saudáveis a população vai consumir produtos com qualidade. No momento em que tivermos esse reconhecimento, os nossos produtores vão abrir mercado e valorizar o produto deles”, disse Alexandre.

Participação

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que o órgão também se mobiliza para a obtenção do reconhecimento do status de livre de febre aftosa sem vacinação. Cada pecuarista tem feito com que o Amazonas tenha índices próximos a 100% de cobertura vacinal do rebanho, fator fundamental para a melhoria de nossa classificação sanitária.

Segundo Muni Lourenço, a Faea reúne com produtores rurais e pecuaristas para definir metas e conquistar o reconhecimento internacional, através de reuniões, encontros e divulgação mediante os Sindicatos Rurais.

“Esta classificação representará significativos ganhos para a cadeia produtiva da pecuária em nosso Estado, com a maior valorização dos produtos, abertura de novos mercados, inclusive exportação e atração de investimentos para a atividade de criação e de frigoríficos”, afirmou o presidente da Faea

Outra contribuição importante da Faea foi a criação do Fundo de Defesa Agropecuária do Amazonas (Fundepec) que é um fundo totalmente privado para indenizações em caso de eventual foco de aftosa.

Segundo o pecuarista Maurício Lira, as ações dos órgãos estaduais e entidades federais são importantes para o resguardo da qualidade dos produtos derivados, como o queijo, a manteiga e leite. O pecuarista tem uma propriedade no quilômetro 47 da AM-010 e, há cinco anos, cuida de 80 bovinos.

“A Adaf presta o acompanhamento, para saber se os animais estão doentes. Eles realizam o trabalho de fiscalização para garantir a qualidade da saúde dos animais”, disse Maurício.

Texto: Izaías Godinho / Fotos: Djalma Júnior e divulgação SEPROR

Post Author: Agro Floresta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *