Agronegócio persiste e se torna motor de recuperação em meio à crise mundial

O agronegócio foi o único setor que não parou durante a pandemia do novo Coronavírus. O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) cresceu cerca de 1,9% em comparação com os outros setores nos últimos três meses. Ao todo, foram gerados cerca de R$ 120 bilhões e o número só tende a aumentar nos próximos meses, até o fim do ano.

No quesito exportação, o setor agropecuário gerou cerca de US$ 6,7 bilhões entre janeiro e abril. O presidente da Embrapa, Celso Moretti afirmou que a agricultura é o principal motor de recuperação. “O agro vai ser um motor da recuperação da economia brasileira porque os produtores, apesar de todas as dificuldades, conseguiram uma safra recorde”, afirmou.

Recordes

A soja bateu o recorde de 16,3 milhões de toneladas; o farelo de soja, 1,7 milhão; carne de boi  com 116 mil; a carne suína com 63 mil e o algodão com cerca de 91 mil. A Ásia respondeu por 47,2% dos embarques brasileiros, alta de 15,5% em relação ao mesmo período de 2019.

A produção de soja deve chegar a 121 milhões de toneladas neste ano, de acordo com a (Conab) Companha Nacional de Abastecimento. A alta é de 6,7% em relação à última safra.

A safra de grãos deste ano é estimada em 250 milhões de toneladas.  Há dez anos, a oferta total do setor agropecuário cresceu 68%, enquanto as exportações tiveram uma evolução de 87%, de acordo com dados recentes da Conab.

O milho deve passar de 100 milhões de toneladas, outro recorde. O milho brasileiro é o cereal que está sendo mais demandado pelo mercado internacional.

No ramo do algodão, cuja produção também está batendo recorde neste ano, com 2,8 milhões de toneladas e 70% da safra já vendidos para o exterior, a preocupação é na colheita.

O presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Milton Garbujio afirmou que a pandemia afetou o momento e que se persistir em continuar, o setor sofrerá problemas. O representante prevê uma redução na área plantada da próxima safra, uma vez que o mercado comprador começa a dar sinais de desaceleração. As indústrias têxteis estão paradas –por causa dos shopping e lojas parados.

“A pandemia tem nos afetado agora, pois chegou no meio da lavoura, quando colhemos e beneficiamos a fibra. Se continuar, teremos problemas de mão de obra”, afirma.

 

*Com informações do G1 Fotos: Reprodução 

Post Author: Bruna Oliveira

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