O cooperativismo agropecuário no Brasil tem sido um vetor de transformação econômica, permitindo que pequenos produtores rurais se organizem em grupos capazes de competir com grandes empresas no mercado global. Atualmente, mais de 1.100 cooperativas no país movimentam aproximadamente R$ 438 bilhões por ano e empregam cerca de 268 mil pessoas, segundo dados recentes do setor.
Esse modelo de organização tem levado a cooperativas a ganhar escala, agregar tecnologia e valor à produção, destacando-se em segmentos como grãos, proteína animal e lácteos. Entre as maiores organizações estão Copersucar, Coamo e Aurora Coop, que figuram entre as maiores geradoras de receita no setor agroindustrial brasileiro.
A Copersucar, fundada em 1959 por usinas de cana-de-açúcar no interior de São Paulo, tornou-se uma das principais forças na comercialização de açúcar e etanol no Brasil e no exterior, registrando receitas expressivas e expansão em mercados internacionais.
Já a Coamo Agroindustrial Cooperativa nasceu em 1970 com um grupo de 79 produtores rurais na região de Campo Mourão (PR). Sem acesso inicialmente a tecnologia agrícola, os cooperados se organizaram para modernizar a produção e hoje somam dezenas de milhares de membros, com milhões de toneladas de produtos comercializados anualmente.
No oeste de Santa Catarina, a cooperativa Aurora Coop surgiu em 1969 com o objetivo de fortalecer a renda de pequenos produtores. Hoje, integra dezenas de cooperativas regionais e emprega dezenas de milhares de pessoas, processando grandes volumes de carne, leite e aves, além de exportar para mercados internacionais.
Especialistas afirmam que essa capacidade de cooperação não apenas fortalece os agricultores brasileiros internamente como também os posiciona como protagonistas em cadeias produtivas globais, competindo em setores em que o Brasil tem grande potencial, como alimentos, energia e commodities agrícolas.

