A Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas) registrou, no último sábado (12), a segunda revenda para a comercialização de agrotóxicos no município de Boca do Acre, distante 1.028 quilômetros de Manaus. A Adaf alerta que toda venda de agrotóxicos no Amazonas deve ser realizada por estabelecimentos registrados na Agência.
O responsável pela revenda Mustang Comércio e Representações LTDA, Paulo Mustang, ressalta a importância das empresas que comercializam defensivos agrícolas possuírem o controle dos órgãos fiscalizadores. Ele destaca que, se o defensivo for usado corretamente, não causará danos ao meio ambiente, à saúde humana e aos animais, porém, o uso incorreto pode ser nocivo.
“Por isso a importância de se ter um órgão como a Adaf para fiscalizar e acompanhar o trabalho de qualquer empresa que esteja revendendo os defensivos. Temos que trabalhar dentro da legislação”, afirmou.
Ao todo, 593 agrotóxicos são cadastrados na Adaf para serem utilizados no Amazonas. São produtos como herbicidas, inseticidas, fungicidas e formicidas, que contribuem para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas para agricultura e pecuária, garantindo o aumento da produção e produtividade.
O diretor-presidente da Adaf, Alexandre Araújo, reforçou que a determinação da Adaf é que este trabalho seja ampliado, em parceria com a sociedade civil e órgãos como o Sistema Sepror (Idam, Adaf e ADS), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Polícia Federal.
“Estamos buscando o registro das revendas e dos produtos, visando coibir a venda de produtos clandestinos, que podem, se utilizados indevidamente, causar danos não só à cultura, mas prejuízos aos produtores rurais, como também ao meio ambiente e à saúde pública”, destacou
Atualmente, o Amazonas conta com 16 estabelecimentos registrados, entre revendas, empresas prestadoras de serviços com agrotóxicos e postos ou centrais de recebimento de embalagens vazias, localizados em Manaus, Manicoré (Santo Antônio do Matupi), Manacapuru, Apuí, Boca do Acre, Tefé e Itacoatiara.
No Amazonas, os profissionais habilitados do órgão de assistência do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável) e da iniciativa privada podem prescrever o receituário agronômico. Cabe à Adaf fiscalizar se os produtos prescritos no documento estão adequados para a cultura específica.
*Com informações da Adaf Fotos: Divulgação/Adaf

