Sobre as mudanças nas casas, comércios e escolas que afetaram a vida e a interação social de crianças e adultos no Alegrete
Emei Gente Miúda
Uma instituição de educação infantil que educa para potencializar a criança
A creche Gente Miúda tem como diretora Idelcina Noetzold da Silva, vice diretora Elizete Borges Vargas e coordenadora pedagógica Carla Artenuza Dutra Cardoso, elas tiveram a tarefa árdua, nessa pandemia, de levarem ensinamentos e brincadeiras para seus pequenos alunos, dentro de suas casas.
Na Gente Miúda tem berçário, maternal 1 e 2, nível A e B. As professoras tiveram que se reinventarem para seguir dando aulas à distância para crianças tão pequenas, a partir de 1 ano e 6 meses, foi muito difícil, mas depois de muitas reuniões na escola, junto com a Secretaria de Educação do município e com participação dos pais, conseguiram chegar a um consenso e partiram para a batalha da pandemia.
Na escola tem todas as salas climatizadas, salão de festas e apresentações, cozinha, banheiros adaptados para a idade das crianças, sala de descanso para professores e funcionários, refeitório com mesas novas (doadas pelo grupo Mãos Dadas), biblioteca, amplo espaço para recreação.
As professoras planejam as atividades remotas, atividades domiciliares, atividades dinâmicas, atividades impressas, aulas por vídeo…O cronograma de atividades tem acompanhamento por whatsApp, com acompanhamento dos pais nos horários possíveis e os pais preferiram atividades impressas.
No mês de junho fizeram um “Drive Tour Junino, onde os professores estavam vestidos de caipiras na frente da escola e entregavam nos carros dos pais as atividades para os alunos, através de um cabo de vassoura enfeitado, como se fosse uma pescaria.
Em agosto realizam a Gincana Solidária com a família na escola, ajudando os asilos da cidade. Nesse agosto, pretendem fazer uma “live” solidária com a participação de cantores.
O Departamento de Alimentação Escolar (DAE) que fornece os kits de alimentação escolar, com o gerenciamento ou supervisão do grupo de nutricionistas da rede municipal, seguem enviando para a escola os kits para que sejam entregues às famílias com vulnerabilidade social e famílias do Bolsa Família nesse período de pandemia, são entregues pela escola com todos os protocolos de segurança e cuidados.
Todos precisam reunir energias, solidariedade, trabalho, paciência, alegria e empatia para criarem essas atividades com os alunos, para que não ficassem sem o contato com a escola e as atividades educacionais.
Mônica Margareth X. Nunes –
Mãe do aluno Davi Nunes Severo (9 anos)
Colégio Coração de Maria – Santa Maria
Entrevistamos a Mônica, mãe do Davi, pra sabermos como estão sendo as aulas dele em casa, através de vídeo aulas e aulas impressas e como as mães estão fazendo com as aulas, ela é uma mãe que trabalha em casa, pois temos milhares de mães que estão no trabalho durante essas aulas.
“…No início da pandemia, 18 de março à 18 de abril, não tiveram aulas, depois começaram os encontros virtuais, onde enviavam o material da semana para os alunos e a professora explicava o que era pra fazer. Nesse momento entramos num ritmo de ensino diário no horário das aulas, que iniciava às 13.30hs até às 16hs. Depois no mês de maio, começou um encontro com a professora e os alunos no turno integral das 13.30hs às 17.30hs, eles se encontravam com a turma e as professoras. Nesse momento as professoras explicavam as atividades do dia, corrigiam e as crianças interagiam. O bom do encontro foi que depois de 60 dias, os colegas puderam se ver.
Esse ano acho que seguirá assim até o final, aprendendo o básico de matemática e português, exigido nessa série, ficamos felizes por eles. Agora no retorno do 3º trimestre, queremos falar com a direção da escola, sobre no próximo ano mantermos a mesma professora, pois ela é quem sabe o que eles fizeram e aprenderam este ano atípico de pandemia, seria apenas uma sugestão das mães dos alunos para a escola.
Eu tive que auxiliar o Davi, tanto na maneira inicial como na atual virtual, tenho que auxiliar ele no estudo, ainda bem que estou em casa e posso fazer isso, imagina os pais que saem para trabalhar, é bem difícil. Me sinto insegura se estou ensinando o certo. Tive que ajudar porque creio que a criança sozinha não consegue.
Ele fica tendo vídeo aula durante 4h, com intervalo de 30 min de recreio, em casa. Não foi fácil o Davi ficar sentado olhando para a tela, muito difícil, sempre se levantando, não é fácil se concentrar. O Davi prefere as aulas presenciais, mas a escola e os pais preferem que sigam esse tipo de aulas até o final do ano…”.
Edição: Dulce Maria Rodriguez
Fotos: Arquivo

