A grande influência dos indígenas Charruas, sem dúvidas nenhuma, até os dias de hoje é a relação dom o cavalo, a carne e o estilo de vida livre, na qual deixaram marcas na identidade gaúcha até os dias de hoje. Grande parte da tradição dos gaúchos veio desse povo que aqui já habitavam as terras do Sul.
Os Charruas eram classificados pelas nações indígenas Tupis de Tapuias, por não falarem a língua Guarani. O Tapuias eram considerados índios selvagens, e antissociais. Os Charruas não aceitavam estrangeiros no seu território, por isso um pouco de sua exterminação, e com isso muitas palavras Charruas foram perdidas. Um povo indígena que habitavam os Pampas do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Por aqui compartilhavam o território com outros grupos, como os Minuanos e Guaranis.
Eram conhecidos como exímios cavaleiros, com grandes habilidades com os cavalos, caçadores e pelo uso de armas como as lanças, arcos, flechas e boleadeiras.
Eles viviam em constante movimentos e adaptavam-se facilmente em qualquer lugar, pois viviam da caça, pesca e coleta de alguns alimentos.
Eram semi-nômades, movendo-se conforme as estações do ano para caçar e coletar alimentos. Lideraram diversas batalhas contra colonizadores espanhóis e portugueses, e posteriormente contra o governo uruguaio.
A simplicidade das habitações Charrua estava diretamente ligada ao modo de vida semi-sedentário (alguns historiadores utilizam o termo nômade, mas a nomenclatura divide opiniões). Caçadores e coletores, os índios precisavam se deslocar, por terra ou com canoas, pelo território conforme o clima e a oferta de alimentos, levando suas moradias junto. Conhecidas como toldas, tratavam-se de cabanas improvisadas e propositalmente não-duráveis, feitas de galhos e folhas de árvores.
Charrua, palavra originária do Tupi-Guarani, significa “instrumento de trabalho”
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