A beleza da flora do Amazonas

O bioma Amazonas é o maior do país e a Vitória Régia é um símbolo do Amazonas.

A floresta amazônica é uma floresta tropical densa, formada por árvores de grande porte. A vegetação é dividida em mata de várzea, mata de terra firme e mata de igapó.

MATA DE VÁRZEA – Localizada em áreas baixas, sofre inundações periódicas, conforme as cheias dos rios. Algumas espécies da várzea são a samaúma, seringueira, jatobá e andiroba.

MATA DE TERRA FIRME – Encontrada na maior parte da floresta amazônica, não sofre inundações por localizar-se em áreas mais altas. A vegetação encontrada é de maior porte, como a castanheira.

MATA DE IGAPÓ – Localizada em áreas ainda mais baixas, sofrendo inundações permanente, por isso quase sempre está alagada. Algumas espécies são a vitória-régia, buritis, orquídeas e bromélias.

O bioma Amazônia é o maior do país e abriga também a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo. Esse conjunto de ecossistemas é de extrema importância para manter o equilíbrio ambiental do nosso planeta.

As espécies de vegetais dividem-se em árvores, ervas, arbustos, trepadeiras e lianas (cipós), grande parte dessas espécies apresenta um grande potencial medicinal e atrai o mercado farmacêutico nacional e internacional, colaborando para o crescimento econômico. Essas plantas são muito usadas pelos indígenas que moram na região, segundo um estudo na flora amazônica existem aproximadamente 87 exemplares em perigo de extinção.

Portanto é de muita importância para todos, que devemos cuidar da nossa Amazônia, não é à toa que ela é chamada de pulmão do mundo, precisamos preservá-la e para que isso aconteça, todos nós brasileiros somos responsáveis por essa preservação, não é só o governo que precisa cuidar, devemos fazer o nosso papel como cidadãos.

 

                        VITÓRIA-RÉGIA

A vitória-régia é uma planta aquática, possui uma grande folha circular, verde-escura, com uma dobra em toda a borda, o que a faz lembrar a forma de uma bandeja rasa. Típica da região norte do Brasil é encontrada na bacia amazônica. Tornou-se símbolo da Amazônia. A planta chega a medir 2m de diâmetro e suporta o peso de até 40 quilos se bem equilibrados em sua superfície. Tem uma flor que floresce branca e depois torna-se rosada. Essa flor se abre à noite e libera um delicioso e adocicado perfume. Por sua beleza é bastante usada para decorar lagos e jardins. As raízes da vitória-régia soltam um suco que os índios usam para tingir de negro os cabelos e suas folhas têm propriedades laxantes, cicatrizantes e sua semente é comestível.

lenda da vitória-régia, uma das mais conhecidas do folclore brasileiro, pertence à cultura do norte em virtude de ter nascido nessa região do país.

Ela explica a origem da planta aquática que é símbolo da Amazônia.

Segundo essa lenda indígena e amazônica, a vitória-régia é originalmente uma índia que se afogou após se inclinar no rio para tentar beijar o reflexo da lua. Para os índios, a lua era Jaci, por quem a índia estava apaixonada.

 

Jaci costumava namorar as índias mais bonitas da região. Naiá, que viria a ser transformada na vitória-régia, era uma dessas índias que esperava ansiosa pelo encontro com o deus.

As índias que Jaci namorava eram levadas para o céu e transformadas em estrelas. Apesar da tribo alertar Naiá que ela deixaria de ser índia se fosse levada por Jaci, ela estava apaixonada e, conforme o tempo passava, desejava cada vez se encontrar com ele.

Certa noite, sentada à beira do rio, a imagem da lua estava sendo refletida na água. Assim, parecendo estar diante de Jaci, inconscientemente Naiá se inclina para beijá-lo e cai no rio despertando da ilusão.

No entanto, apesar do seu esforço, não consegue se salvar e morre afogada.

Ao saber o que tinha acontecido com Naiá, Jaci ficou bastante comovido e por esse motivo quis homenageá-la. Em vez de transformá-la em uma estrela como fazia com as outras índias, a transformou em uma planta aquática, a vitória-régia, que é conhecida como a estrela das águas.

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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