85 países criticam decisão de Israel de ampliar controle sobre terras na Cisjordânia

Na terça-feira (17), 85 países membros das Nações Unidas divulgaram uma declaração conjunta na sede da ONU em Nova York em que condenam com vigor as ações unilaterais de Israel na Cisjordânia ocupada que visam ampliar sua presença no território palestino.

O documento — lido pelo representante palestino junto à ONU, Riyad Mansour — afirma que as medidas israelenses violam o direito internacional, minam os esforços por paz e estabilidade e representam uma ameaça à perspectiva de um acordo duradouro para encerrar o conflito. Os signatários expressaram forte oposição a qualquer forma de anexação e pediram a reversão de tais decisões.

Os países que assinaram a declaração rejeitam medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o estatuto do Território Palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, e reiteraram seu compromisso com o direito do povo palestino à autodeterminação.

A reação diplomática ocorre em resposta a uma recente decisão do governo israelense de reabrir o processo de registro de terras na Cisjordânia, pela primeira vez desde 1967, o que permitirá que áreas do território sejam registradas como propriedade israelense de forma definitiva. Líderes israelenses disseram que a medida visa regular propriedades agrícolas e definir áreas de controle, mas críticos veem isso como parte de uma estratégia para fortalecer o domínio sobre o território.

Organizações internacionais, vários países árabes e a União Europeia também haviam criticado as novas medidas de Israel. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a decisão pode levar à expropriação de propriedades palestinas e expandir o controle israelense sobre a região, destacando que tais ações, segundo o Tribunal Internacional de Justiça, são ilegais e prejudiciais à solução de dois Estados.

Post Author: Beatriz Costa

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