Um verdadeira força-tarefa foi realizada nesta nesta quinta-feira (30). O objetivo é ajudar produtores orgânicos no processo de escoamento de alimentos. Participaram do momento a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Política Agrícola, Pecuária e Florestal do Amazonas (Seapaf).
Devido à pandemia de Covid-19, as feiras livres não estão podendo funcionar para evitar aglomerações. Sendo assim, visando ajudar os agricultores a manter a produção e comercialização, bem como, manter abastecida a população com alimentos, diversas entidades estão se mobilizando para que os produtores rurais mantenham a venda de frutas e hortaliças sem ter a necessidade de sair de suas casas, o que é também uma ajuda na contenção da propagação do vírus.
Os produtos orgânicos recolhidos nas propriedades foram encaminhados para a sede da Associação dos Servidores do Inpa (Assinpa), onde está funcionando um ponto de coleta para clientes de produtos orgânicos.
O chefe do departamento técnico da Seapf, Eduardo Rizzo falou sobre o momento e a união de forças para melhorar a vida do produtor.
“Pensando em uma alternativa para a comercialização, montamos uma força-tarefa, que conta com a Sepror, a Rede Maniva de Agroecologia (Rema), a Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA) e o Slow Food, para verificar uma nova forma de comercialização que não expusesse os agricultores e os clientes ao risco de contaminação. Hoje, estamos apoiando três associações de produtores de Manaus, Rio Preto da Eva e Iranduba, que solicitaram ajuda e foram prontamente atendidas pelo secretário Petrucio Magalhães Júnior”.
Novos processos
Foi estabelecido um novo processo de comercialização. Os consumidores mantêm contato com os produtores orgânicos e pagam um determinado valor fixo por mês. Assim, a cada semana, recebem uma cesta com diversos produtos vindos diretamente do campo. Ao chegar na Assinpa, o comprador pode retirar sua cesta, respeitando o distanciamento social, uma vez que não existe o contato e nem a aglomeração na retirada.
Para Marina Reia, que faz parte da coordenação da Rede Maniva, os produtos não correm risco de perda ou desperdício, pois, ou são vendidos ou doados, caso o cliente não busque sua cesta – tudo com ciência do consumidor antes da compra.
“O que sai do campo para a Assinpa que, eventualmente, o consumidor não vai buscar por conta de algum contratempo e também o que sobra das encomendas são disponibilizados para doação a instituições que cuidam de famílias em vulnerabilidade”, diz Marina.
Com isso, os produtores têm uma maior segurança para sua saúde, sem ter que deixar de produzir e comercializar a produção. Para a representante de uma associação de produtores orgânicos de Rio Preto da Eva, Etelvina Silva, essa iniciativa é um apoio e incentivo para que os agricultores continuem a produzir. “Eu represento 32 produtores orgânicos, então, para a gente esta iniciativa é ótima porque vários de nossos agricultores são idosos e como as feiras estão suspensas, não podemos ir à Manaus vender. Hoje, nós sabemos que quem sustenta a população é a agricultura familiar e atitudes como essa nos fazem querer continuar a produzir”, destaca Etelvina Silva.
Da parte do consumidor, além de garantir um alimento saudável em sua mesa, também tem a segurança de uma compra que atende aos requisitos de segurança contra o novo coronavírus. “Eu sempre fui preocupada com alimentação em casa e a gente sabe que aqui é certificado. Já sou cliente da feira tem um certo tempo e acho certíssima essa medida que estão tomando para proteger os agricultores em que fazemos as encomendas de sempre e chega aqui só para pegar. É tudo de bom”, ressalta a professora universitária, Brigite Cristalder.
*Com informações da assessoria Fotos: Calvin Paixão/Sepror

