A sala permite que sejam identificadas ocorrências em tempo real
Embora a preocupação do mundo esteja voltada para a saúde contra a Covid- 19, alguns cuidados com a região Amazônia continuam a ser mantidos. Entre eles o desmatamento e as queimadas criminosas. A Sala e Situação da Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) foi restabelecida na última sexta-feira (17).
A sala será de auxílio as equipes do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) no combate aos crimes ambientais. A grande parte do desmatamento está no sul do Amazonas, o cinturão chamado arco do desmatamento, os municípios são: Apuí, Novo Aripuanã e Boca do Acre. O aumento do desmatamento aponta para a dificuldade de aumentar a capacidade econômica e ao mesmo tempo concentrar recursos naturais.
“O monitoramento dos alertas de desmatamento e queimadas estava sendo realizado remotamente pelas equipes da Sema, mas o aumento de desmatamento no primeiro trimestre do ano nos fez adiantar o nosso planejamento”, explicou o titular da Sema, Eduardo Taveira.
A grande incidência de queimadas é um problema com tendência a piorar em escala global, os efeitos das mudanças climáticas têm feito o aumento da estiagem na região Norte. Isso aumenta o uso tradicional do fogo na agricultura. Os incêndios em larga escala são os maiores problemas na região Norte.
A sala funciona com equipamentos modernos e permite o acompanhamento em tempo real das áreas monitoradas. Há a geração de um boletim hidrometeorológico que aponta onde será o foco do trabalho da secretaria e assim aumentar a eficiência nesses casos.
“Não abrimos mão do desenvolvimento, mas também não abrimos mão da conservação. Combater o desmatamento é extremamente importante para esse novo modelo econômico que o estado está implementando”, enfatizou Taveira.
O Sul do Amazonas vem desenvolvendo estratégias de redução das queimadas através de programas educativos junto aos agricultores da agricultura familiar. Ações como essas são realizadas por meio da Gerência de Educação ambiental e cada tema traz responsabilidades importantes aos produtores: “Você também é responsável- Diga não ao fogo”, tema da campanha de 2016.
O descontrole que vira risco
Em 2019 houve um aumento de 70% no número de focos de queimadas no Brasil, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Embora o número continua sendo preocupante, o Amazonas recuou em setembro de 2019, reduzindo em 70% o número de queimadas e com isso o Estado saiu da lista das cidades com maiores índices de desmatamento e focos de queimadas.
Dados do Inpe apontavam que em quatro dias, no início de setembro, o Amazonas registrou 525 focos de calor, comparados com 1.776 focos em 2018. O motivo foi de comemoração, mas não de cruzar os braços.
A queima trata-se de um processo controlado, utilizado para limpar os resíduos como folhas, galhos e troncos, após a abertura de uma nova área para lavoura ou pastagem. Quando a queima sai de controle, acontecem os temidos e devastadores incêndios florestais.
Além de pôr em risco a fauna e a flora da região, as queimadas liberam fumaças tóxicas e prejudiciais ao ser humano, consequentemente aumenta a incidência de problemas respiratórios.
Para o combate às queimadas, o Estado conta com uma verdadeira equipe envolvendo órgãos de educação ambiental. Entre eles a Dema (Delegacia do Meio Ambiente), Bifma (Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros) e o Ipaam.
Texto e fotos: Bruna Oliveira *com informações da assessoria

