Capacitação para o Projeto Cashmere Brasileira no Rio Grande do Sul

Aconteceu a captação para o “Projeto Cashmere Brasileira”, na região das Palmas, na qual a Médica Veterinária de Santa Maria, Elusa Andrade, nos conta como foi trabalhar com a coordenadora e Doutora Lia Coelho, que ´especialista e fibras naturais animais e vegetais. Esse trabalho está sendo feito com caprinos, e tem um processo bem delicado.

…” Participamos de uma capacitação na região das Palmas, uma capacitação para o projeto Cashmere Brasileira, que é um projeto da Malharia Anselmi, e tem como coordenadora a Doutora Lia Coelho, exotecnista, doutora, especialista em fibras naturais, animais e vegetais. A doutora Lia está coordenando esse projeto, ela veio do Rio de Janeiro e nos apresentou tanto para técnicos como produtores da região. Nós levamos daqui do Regional Santa Maria nós levamos produtores de São Sepé, também tivemos colegas das outras regionais de Bagé e Pelotas presentes junto com outros produtores da região.

Esse projeto é muito interessante, porque ele é uma alternativa de renda para as famílias que já criam caprinos, que é, vamos dizer assim, uma cadeia muito informal de carne, e não se tem uma cadeia formal, por exemplo, de carne de caprinos. Então ele vem a agregar valor à essa produção, possivelmente uma nova fonte de renda para as famílias. Os caprinos, todos eles, em maior ou menor grau, podem produzir a cashmere, e ela tem uma safra de uma vez por ano, que ela pode ser retirada em um período de mudança da estação, aqui para nós vai coincidir com a primavera, e também é muito novo.

Não se sabe quanto que você pode conseguir tirar, mas pelo que nós tivemos com a prática de alguns caprinos da região, a doutora acredita que em torno de 200, 300 gramas se consiga desses animais, mas varia bastante entre de animal para animal, de raça para raça. Nós não temos a raça especializada na produção, na região da Cashmere, mas nós temos a vantagem da amplitude térmica, que provavelmente aumenta a quantidade de produção dessa Cashmere, e também é a vantagem que é muito fácil de se coletar, com uma rasqueadeira utilizada para pets, cachorros e gatos, com ela conseguiremos coletar. Nesse tipo de coleta manual, ela vem ainda com fibras de pelos misturadas, e nesse primeiro momento o produtor vai vender assim, porque ainda não temos uma máquina especializada em separar essas fibras. Futuramente, quando se tiver uma produção considerável, na qual os produtores estejam vendendo para as Malharias, para o Selmi, que é a que está coordenando isso e vai pagar ao produtor uma quantia considerável por quilo dessa fibra, esperamos ter uma máquina e os produtores terem acesso a esta máquina para fazer a entrega separada.

Então, no primeiro momento, essa fibra é coletada e vem misturada com uns pelos que vai ser separado posteriormente. Mas é bem interessante, e uma fonte de renda boa e muito simples de coletar. Essa fibra ela não pode ser lavada, então o animal não pode ser lavado, ela tem que ser seca, tanto que a Anselmi (referência em moda feminina em tricot) está fornecendo tanto rasqueadeiras como envelopes de papel para se colocar essa fibra, a produtora que tem para vender, para se colocar e condicionar em envelopes de papel.

Tem que ter um cuidado básico nas questões de sanidade, o animal não pode estar parasitado com piolho, também não pode ter restos de produtos oleosos sobre o pelo que possam contaminar essa fibra, não pode ter também alguma marcação que fique manchando a fibra, ou às vezes algum bastão que se utilize, então na hora, no momento da coleta, esse animal tem que estar limpo disso tudo.

A Emater foi contatada pela Cooperativa Mauá, que é a que está fazendo a intermediação desse projeto com o Anselmi, e é quem vai provavelmente fazer a coleta dessa fibra com todos os produtores que coletarem, que tiverem a Cooperativa Mauá, que vai coordenar essa coleta da fibra. Então, tem a Preferida Cooperativa Mauá, e a Emater está apoiando para divulgar aos produtores como uma nova opção de renda para os produtores de caprinos.”…

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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