Profissionais de imprensa de diferentes regiões do país participaram, no Rio de Janeiro, de mais uma edição do Estágio de Preparação de Jornalistas e Assessores de Imprensa para Atuação em Áreas de Conflito, promovido anualmente pelo Exército Brasileiro.
Realizado entre os dias 13 e 17 de julho, o treinamento foi organizado pelo Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) e ministrado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), com apoio do Comando Militar do Leste (CML). A programação reuniu atividades teóricas e práticas voltadas à segurança de jornalistas em ambientes hostis e em cenários de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas.
O estágio teve como objetivo preparar os participantes para coberturas jornalísticas em situações de elevado risco, além de ampliar a aproximação entre o Exército e os veículos de comunicação. Durante cinco dias, os profissionais passaram por uma rotina intensiva, com instruções realizadas nos períodos da manhã, tarde e noite.
Entre os conteúdos abordados estavam primeiros socorros, Atendimento Pré-Hospitalar, procedimentos em áreas com minas, combate a incêndios, utilização de equipamentos de proteção e comportamento em situações de fogo hostil e sequestro. As aulas teóricas foram combinadas com exercícios de simulação de alto realismo.
Uma das principais atividades foi a chamada “progressão em alto risco”. Equipados com coletes e capacetes balísticos, os jornalistas acompanharam militares em um cenário simulado de conflito, enfrentando situações que exigiam deslocamento seguro, atenção aos protocolos operacionais e tomada rápida de decisões.
Criado inicialmente para preparar correspondentes de guerra, o estágio foi ampliado ao longo dos anos e passou a incorporar situações relacionadas à realidade da segurança pública brasileira. Atualmente, a capacitação busca preparar profissionais para atuar tanto em missões internacionais quanto em operações realizadas em áreas vulneráveis no território nacional.
O jornalista Filipe Brandão, da Rede Record, destacou a intensidade da programação e a importância dos exercícios práticos, da troca de experiências e do contato direto com os conteúdos apresentados durante o treinamento. Segundo ele, a participação no estágio contribuiu para o desenvolvimento de habilidades que poderão ser aplicadas em futuras coberturas jornalísticas.
De acordo com o CCOPAB, a proposta não é ensinar jornalistas a agir como militares, mas proporcionar conhecimento sobre a dinâmica de uma tropa e sobre os protocolos adotados em cenários degradados. A preparação permite que os profissionais de imprensa saibam como se deslocar, reduzam riscos e desenvolvam seu trabalho sem interferir na atuação das equipes militares ou de socorro.
Ao final do estágio, os participantes concluíram a capacitação com maior conhecimento sobre segurança, planejamento e comportamento em ambientes de risco, competências consideradas essenciais para conciliar a missão de informar com a preservação da própria vida.
Fonte: Exército Brasileiro, Comando Militar do Leste e Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil

