As projeções mais recentes do modelo climático CFSv2, da NOAA, chamaram a atenção de meteorologistas ao indicar a possibilidade de um El Niño de intensidade excepcional nos próximos meses. A previsão foi tão elevada que um dos principais gráficos usados para monitorar o fenômeno precisou ter sua escala ampliada de 4°C para 5°C.
A mudança ocorreu após sucessivas atualizações apontarem aumento das anomalias de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, área do Pacífico Equatorial usada como referência para acompanhar a evolução do El Niño. Segundo a projeção, o pico do evento pode ocorrer em outubro de 2026, com aquecimento acima do limite tradicionalmente representado nos mapas.
Embora modelos climáticos de longo prazo possam passar por ajustes, o cenário reforça a preocupação com um evento de forte intensidade. Um El Niño muito intenso costuma influenciar padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, podendo favorecer secas em algumas regiões e chuvas acima da média em outras.
Especialistas ressaltam que a previsão ainda precisa ser acompanhada nas próximas atualizações, já que a intensidade final do fenômeno depende da interação entre oceano e atmosfera. Mesmo assim, a ampliação da escala gráfica pela NOAA evidencia o caráter incomum das projeções atuais e mantém o alerta para possíveis impactos climáticos ao longo do segundo semestre.

