O escritor peruano Alfredo Bryce Echenique morreu no dia 10 de março, aos 87 anos, em Lima, no Peru. Considerado uma das vozes mais importantes da literatura hispano-americana contemporânea, ele deixou uma obra marcada por humor, ironia e crítica social.
Nascido em 1939 na capital peruana, Bryce Echenique ganhou reconhecimento internacional com o romance Um mundo para Julius, publicado em 1970. A obra retrata a vida da elite de Lima a partir do olhar de uma criança e tornou-se um clássico da literatura latino-americana, recebendo o Prêmio Nacional de Literatura do Peru em 1972.
Ao longo de sua carreira, o escritor publicou romances, contos, ensaios e memórias. Entre seus títulos mais conhecidos estão La vida exagerada de Martín Romaña, No me esperen en abril e El huerto de mi amada, este último vencedor do Prêmio Planeta em 2002.
Bryce Echenique é frequentemente associado ao período pós-boom da literatura latino-americana e considerado um dos últimos autores ligados à geração que projetou mundialmente escritores da região. Sua escrita combinava narrativa autobiográfica, humor melancólico e críticas às desigualdades sociais.
A morte do autor foi confirmada por instituições culturais do Peru, que destacaram sua importância para a literatura do país e da América Latina. Escritores, leitores e autoridades culturais manifestaram pesar pela perda de uma das figuras mais representativas da narrativa em língua espanhola.
Fonte: O Globo.

