Brasil ainda enfrenta impasse para asfaltar trecho central da BR-319 entre Manaus e Porto Velho

O governo brasileiro continua em uma série de negociações sobre a pavimentação do chamado “trecho do meio” da BR-319, a rodovia federal que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) — uma importante conexão terrestre para a região Norte que aguarda asfaltamento há quase 40 anos.

A via tem cerca de 885 km de extensão, mas a parte central — cerca de 400 km conhecida como “trecho do meio”, permanece praticamente sem pavimentação e intrafegável no período chuvoso, apesar de ser essencial para integrar Manaus ao restante do Brasil por terra.

Nos últimos meses, o ministro dos Transportes apresentou uma proposta para incluir o segmento na lista de obras consideradas estratégicas pelo governo, com o objetivo de acelerar o licenciamento ambiental via a nova Licença Ambiental Especial (LAE), instrumento que promete agilizar a autorização de grandes projetos sem seguir o rito tradicional de licenciamento.

Essa proposta enfrenta resistência de setores ambientais, que alertam para riscos de desmatamento e impactos socioambientais na região amazônica, onde áreas de floresta, terras indígenas e unidades de conservação estão diretamente afetadas pela obra.

O governo federal tem articulado um conjunto de medidas para conciliar infraestrutura e proteção ambiental, incluindo discussões sobre governança territorial e ações de fiscalização conjuntas com estados e comunidades locais — enquanto ainda busca consenso interno para liberar definitivamente o asfaltamento do trecho.

A pavimentação da BR-319 é vista por autoridades e empresários como crucial para o desenvolvimento econômico, redução de custos logísticos e integração da Amazônia ao restante do país, mas sua conclusão segue envolta em debates administrativos, legais e políticos.

Post Author: Beatriz Costa

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