Em Santa Maria – RS, temos a 3ª Divisão de Exército, também conhecida como Divisão Encouraçada

A 3ª Divisão do Exército (3ª DE), também conhecida como Divisão Encouraçada, é um comando do Exército Brasileiro sediado em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e subordinado ao Comando Militar do Sul. Ela comanda a 6.ª Brigada de Infantaria Blindada (6.ª Bda Inf Bld), em Santa Maria, a 1.ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Santiago, a 2.ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Uruguaiana, e a Artilharia Divisionária da 3.ª DE (AD/3), em Cruz Alta, abrangendo quase metade da área do Rio Grande do Sul. divisão existiu em sua primeira forma na Guerra do Paraguai, de 1865 a 1870.

 Em 1908 um comando de brigada foi implantado em Santa Maria, considerado o antecessor da atual divisão. Por sua posição num entroncamento ferroviário no centro do estado, controlando os caminhos da Argentina e Uruguai ao interior do Brasil, a sede tornou-se o maior polo militar do estado, posição que ainda mantém. O comando da 3.ª Divisão de Infantaria, estabelecido na cidade em 1946, converteu-se na atual divisão nas reformas militares da década de 1970, ao mesmo tempo que surgiram as atuais brigadas. Suas duas brigadas de cavalaria eram até então divisões independentes. De 2014 a 2020, quando a 6.ª Divisão de Exército foi desativada, a 3.ª DE absorveu parte de seus efetivos, chegando a ter 19 mil homens, o maior de uma divisão na América Latina. Mesmo após a reativação, a divisão permanece com a maior força blindada do continente, e sua sede é conhecida como a capital nacional dos blindados.

A partir de seu comando em Santa Maria, a divisão é responsável pela defesa de quase metade do Rio Grande do Sul. Sua sede é o “centro de gravidade do Rio Grande”, na definição do major francês Fanneau de la Horie após percorrer a região em 1917–1918. Era nessa cidade, centro ferroviário do Rio Grande do Sul, que a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande encontrava-se com a ferrovia de Uruguaiana a Porto Alegre, capital estadual.

Na hipótese de uma guerra com a Argentina, estudada pelos planejadores militares dos anos 20, a única rota logística alternativa seria pelo mar. Consequentemente, os planos previam a defesa de Santa Maria até a chegada de reforços, e a cidade tornou-se o maior polo militar do estado, posição de polo militar permaneceu ao longo da história. Sua posição estratégica ainda é reconhecida no século XXI; ela está a meio caminho entre as metrópoles sul-americanas de São Paulo e Buenos Aires, controlando o acesso de rotas da Argentina e Uruguai ao interior do Brasil. Santa Maria é a capital nacional dos blindados e o segundo polo de defesa do Brasil, atrás apenas do município do Rio de Janeiro no contingente militar. A presença da Força Aérea Brasileira, universidades que fomentam a pesquisa e duas organizações para a manutenção de blindados contribuem para a decisão do Exército de centralizar o comando ali. As instalações das Forças Armadas moldaram o desenvolvimento urbano da cidade e mantém gastos federais no município, movimentando o comércio e prestação de serviços, que são os principais setores de sua economia.

Santa Maria (RS) possui pelo menos 22 organizações militares do Exército e da Força Aérea, concentrando um grande efetivo das Forças Armadas. A cidade abriga a 3ª Divisão de Exército, que conta com 47 quartéis, e a sua estrutura militar é a segunda maior do país.

Detalhamento da presença militar:

  • 22 organizações militares:

Este número inclui unidades do Exército e da Força Aérea, que juntas formam a segunda maior concentração de tropas do Brasil.

  • 3ª Divisão de Exército (3ª DE):

A cidade sedia esta importante divisão, que possui um contingente de 15 mil militares e é responsável por 47 quartéis na região.

  • Diversidade de unidades: A cidade abriga diversas organizações militares, como o Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar, que recentemente completou 80 anos de existência.

Contexto e importância:

  • A forte presença militar em Santa Maria a torna a cidade com a segunda maior concentração de tropas do país, atrás apenas do Rio de Janeiro.
  • Esta estrutura é fundamental para o preparo, planejamento e emprego operacional da Força Terrestre na região estratégica sob sua jurisdição, que é uma área de relevância logística para o Exército.

 

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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