O chimarrão ou mate é o símbolo da hospitalidade dos gaúchos, mas temos expressões que fazem comparação com a bebida

“Chupo mais um pro estrivo

e campo a fora me largo,

levando teu gosto amargo.

 Gravado em todo o meu ser.

E um dia quando eu morrer,

Deus me conceda essa graça.

De expirar entre a fumaça

do meu chimarrão amigo,

assim irei ungido, com a água benta da raça.”

(Jaime Caetano Braun)

O Estado gaúcho é conhecido pela sua hospitalidade e identidade própria, são vários os usos e costumes desse povo. A tradição está presente no dia a dia de todos, tanto na forma de falar, se expressar ou tomar chimarrão.

Essa bebida agrega todos em uma roda, onde a cuia vai passando de mão em mão, também é muito bom matear solito com nossos pensamentos. Afinal, o importante nessa vida é mantermos nossa fé, sermos solidários e procurar ter um rosto alegre todos os dias, e o resto, a gente conquista.

Conheça algumas expressões que os gaúchos usam fazendo uma comparação sobre o mate bem gaudério.

– Andar como mate apertado (em dificuldade)

– Esquentar água para os outros matearem (tolo)

– A vida é como o mate, cura cevando (é viver do que se aprende)

– Fulano anda tomando mate com rapadura (feliz, alegre)

– Fulano anda tomando mate de sol (sem dinheiro, mal de vida)

– Não tem nem pra erva-mate (anda sem dinheiro)

– Anda com cara de mate fervido (sem graça, triste)

o- Fulano é um peito de chaleira (exibido)

– Fulano é bom como mate de cinza (bondoso, serviçal)

– Fulano anda de carijo aceso (anda de namoro)

– Não fico verde, porque já sou maduro (de tanto tomar mate)

– Este é mate de João Cardoso (nunca chega)

– Fulano é cheio de erva (dinheiro)

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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