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Urucará vive neste sábado a 26ª edição do Festival de Quadrilhas Estilizadas

Compadres de São José, Contradança, Santana Tradicional e Junina Aparecida levam à arena meses de preparação e histórias que atravessam gerações no município

Urucará se transforma neste sábado (5) em palco de uma das principais manifestações de seu calendário cultural. O XXVI Festival de Quadrilhas Estilizadas reúne quatro agremiações em uma noite marcada pela disputa, criatividade e valorização das tradições populares do município.

Entram na arena a Associação Folclórica Os Compadres de São José, Associação Cultural Contradança, Associação Cultural Santana Tradicional e Associação Cultural Junina Aparecida.

A apresentação será o ponto culminante de meses de trabalho. Coreografias, figurinos, músicas, alegorias e enredos foram preparados por equipes que mobilizam brincantes, dirigentes, artistas, costureiras, artesãos e famílias inteiras.

Quatro histórias, uma mesma arena

As agremiações que disputam o festival carregam trajetórias construídas em diferentes bairros e comunidades.

Os Compadres de São José foram criados em 24 de julho de 1975, no bairro São José, e chegam a 2026 com 51 anos de história. A denominação está relacionada aos próprios fundadores e comunitários, entre os quais era comum a relação de compadres e comadres.

A Contradança tem suas raízes na comunidade de Urucarázinho, em Urucurituba, onde a tradição teve origem em 1970, durante os festejos de São Benedito. Com a mudança de famílias para Urucará, a manifestação ganhou continuidade no bairro São Pedro. Em 18 de junho de 1996, Joaquim Lavareda reuniu casais para o primeiro ensaio da Contradança no município.

A Santana Tradicional surgiu em 1995 e inicialmente era conhecida como “Diva na Roça”. Em 1998, participou do primeiro Festival Folclórico de Quadrilhas e conquistou o título de campeã.

Já a Junina Aparecida nasceu da união de moradores do bairro de Aparecida. A agremiação passou por diferentes fases, incluindo “Mancha Verde” e “Aparecida na Roça”, até a fundação oficial da Associação Cultural Junina Aparecida, em 2022.

 

Chegou a hora

Depois de meses de preparação, a expectativa dá lugar à apresentação. Cada quadrilha chega à arena com uma proposta própria e com a missão de transformar o trabalho desenvolvido nos ensaios em espetáculo diante do público e dos jurados.

Mais do que a definição de uma campeã, o festival coloca lado a lado quatro trajetórias que ajudam a manter viva a cultura popular de Urucará.

Neste sábado, figurinos, música, dança e alegorias contarão essas histórias na arena. Para as quatro agremiações, chegou o momento de mostrar ao público o resultado de meses de trabalho.

 

Texto: Beatriz Costa

Fotos: Raphael Alves

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