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Tensões entre EUA e Irã elevam pressão sobre o mercado de petróleo

Declarações de Donald Trump e a incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz mantêm os preços do petróleo em alta e aumentam os temores sobre a oferta global de energia.

As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a pressionar o mercado internacional de petróleo. A possibilidade de novas sanções e a incerteza em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo, elevaram a preocupação dos investidores com uma eventual redução da oferta.

Em 28 de setembro, o petróleo WTI chegou a ser negociado a US$ 94,11 por barril, alta de cerca de 1,8% durante o pregão, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar uma proposta iraniana de acordo que previa a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Brent, referência internacional, também avançou e chegou a US$ 106,60 por barril naquele momento. A alta refletiu o temor de que a continuidade do conflito e as dificuldades para garantir a passagem de embarcações pela região possam restringir o fluxo de petróleo para os mercados internacionais.

Nos dias seguintes, a instabilidade permaneceu. Em 30 de setembro, o WTI fechou a US$ 90,42, enquanto o Brent encerrou o pregão a US$ 103,50. Segundo a Reuters, o avanço ocorreu em meio à falta de progresso nas negociações entre Washington e Teerã e à negativa de Trump de que estivesse considerando aliviar as sanções impostas ao Irã.

O Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia. Por isso, qualquer ameaça à circulação de navios na região tende a aumentar o chamado prêmio de risco do petróleo, pressionando as cotações e podendo elevar os custos de combustíveis e de outros produtos derivados da commodity.

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