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Regularização fundiária é fundamental para reduzir pressão sobre a Amazônia, afirma secretário

O fortalecimento da sociobioeconomia, a ampliação da regularização fundiária e o aumento da produtividade em áreas já abertas são algumas das estratégias apontadas pelo secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, para conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental na região.

Durante participação na EcoAmazônia, o secretário destacou que o principal desafio ambiental do estado continua sendo a conversão da floresta para outras atividades econômicas, especialmente em áreas com problemas de regularização fundiária.

Segundo ele, o Amazonas tem trabalhado nos últimos anos para aumentar a produtividade de áreas já utilizadas para atividades agropecuárias, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas.

“Quanto mais tecnologia você utiliza e quanto maior a capacidade produtiva de uma área já desmatada, menor tende a ser a pressão sobre a floresta. O desafio é produzir mais e melhor utilizando os espaços que já foram convertidos”, afirmou.

Taveira ressaltou que a regularização fundiária é um dos principais entraves para o desenvolvimento sustentável da produção rural no estado. Para ele, a ausência de documentação e segurança jurídica dificulta o acesso ao crédito, à regularização ambiental e aos investimentos necessários para melhorar os sistemas produtivos.

“A regularização fundiária é a base para qualquer processo de desenvolvimento. Sem ela, o produtor tem dificuldade para acessar financiamento, investir e aumentar sua produtividade”, explicou.

Além do fortalecimento das atividades tradicionais, o secretário defende a diversificação da matriz econômica amazonense por meio de sistemas produtivos que mantenham a floresta em pé e gerem renda para as populações locais.

Entre as alternativas citadas estão a recuperação de áreas degradadas, sistemas agroflorestais, integração entre lavoura, pecuária e floresta, além do fortalecimento de cadeias produtivas ligadas ao extrativismo e à sociobioeconomia.

“Precisamos criar alternativas econômicas capazes de gerar renda e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre a floresta. A proteção ambiental também precisa ser vista como uma oportunidade de desenvolvimento”, destacou.

O secretário também ressaltou a importância das Unidades de Conservação estaduais, onde vivem milhares de famílias que dependem diretamente dos recursos naturais para sua subsistência. Atualmente, o Amazonas possui mais de 700 comunidades localizadas em áreas protegidas sob gestão estadual.

Nesse contexto, uma das prioridades é fortalecer a comercialização dos produtos da sociobiodiversidade e reduzir a dependência dos atravessadores, ampliando a participação das comunidades no valor gerado pelas cadeias produtivas.

Segundo Taveira, o desafio é construir mercados capazes de valorizar os produtos originados do manejo sustentável e reconhecer os benefícios ambientais proporcionados pelas populações que conservam a floresta.

“A gente precisa fazer com que a proteção ambiental também seja um bom negócio. Não acredito que seja possível conservar a floresta sem enfrentar os desafios relacionados à geração de renda, ao desenvolvimento econômico e à redução da pobreza”, concluiu.

Para o secretário, o futuro do Amazonas passa pela combinação entre inovação, fortalecimento da economia tradicional, valorização da sociobioeconomia e criação de oportunidades que permitam conservar a floresta ao mesmo tempo em que melhoram a qualidade de vida das populações amazônicas.

 

Texto: Beatriz Costa

Foto: Antonio Lima/Secom

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