O Real Forte Príncipe da Beira, localizado às margens do rio Guaporé, no município de Costa Marques, em Rondônia, completa 250 anos do lançamento de sua pedra fundamental. O marco histórico ocorreu em 20 de junho de 1776, durante o período colonial, quando a fortificação começou a consolidar a presença portuguesa na fronteira oeste da Amazônia.
Erguido em uma região estratégica de disputa territorial entre Portugal e Espanha, o forte teve papel fundamental na defesa e ocupação do território que hoje integra o Brasil. A construção está relacionada ao contexto do Tratado de Madri, de 1750, que buscava definir os limites entre as colônias sul-americanas pertencentes aos dois impérios europeus.
Considerado uma das maiores obras da engenharia militar portuguesa fora da Europa, o Real Forte Príncipe da Beira permanece como símbolo da formação territorial brasileira e da defesa das fronteiras amazônicas. O monumento foi tombado pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro em 1950.
Atualmente, o espaço é guarnecido pelo 1º Pelotão Especial de Fronteira Real Forte Príncipe da Beira, subordinado ao Comando de Fronteira Rondônia/6º Batalhão de Infantaria de Selva. A unidade mantém presença permanente na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia e também contribui para a preservação de um dos mais importantes patrimônios históricos militares do país.
Além da importância histórica e militar, o forte ganhou reconhecimento internacional. Em dezembro de 2025, a Unesco concedeu ao Real Forte Príncipe da Beira o status de Proteção Reforçada, a mais alta classificação para bens culturais que exigem salvaguarda prioritária em situações de conflito armado.
A classificação reforça o valor universal do monumento e amplia a responsabilidade sobre sua conservação. Para Rondônia e para a Amazônia brasileira, os 250 anos do Real Forte Príncipe da Beira representam não apenas a memória da ocupação territorial, mas também a valorização da história, da soberania nacional e da presença brasileira em uma das regiões mais estratégicas do país.
Mais do que uma construção colonial, o forte segue como testemunho vivo da formação do Brasil e da importância da Amazônia na defesa, na identidade e na história nacional.

