Lages é o maior município de Santa Catarina encanta os turistas a 900 metros de altitude com frio intenso, neve ocasional e tranquilidade absoluta.
Conhecido como de “Princesa da Serra” ocupa 2.637 km² no planalto catarinense e mistura chimarrão na praça, geada no pasto e cotidiano de cidade universitária. Lages virou refúgio de quem troca o calor do litoral por um dia a dia de manhãs frias em Santa Catarina.

A cidade que nasceu como ponto de parada dos tropeiros, atravessando o Brasil até chegar ao seu destino.
Lages foi fundada em 22 de novembro de 1766 pelo bandeirante Antônio Correia Pinto de Macedo. O objetivo era criar um ponto de defesa contra invasões castelhanas e apoiar as tropas que levavam gado do Rio Grande do Sul para São Paulo.
Em 1820, Dom João VI transferiu a vila da capitania paulista para a de Santa Catarina. Essa origem tropeira ainda molda o cotidiano: taipas centenárias cercam fazendas, rodeios crioulos movimentam o calendário e o entrevero lageano continua saindo de panelas de ferro no fogo de chão.
Cidade com aproximadamente 172 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025. O IDHM é de 0,770, na faixa de alto desenvolvimento humano, e a escolarização entre crianças de 6 a 14 anos chega a 98,57%.
O trânsito é fluido para o padrão catarinense, o comércio concentra-se no Centro e nos bairros Coral e Guarujá, e o custo de moradia é mais acessível que no litoral. O cotidiano mistura vida de cidade média com o ritmo tranquilo do planalto.
Lages é o berço do turismo rural e a capital nacional do pinhão em Santa Catarina. O vídeo é do canal Diogo Elzinga, que conta com mais de um milhão de inscritos, e apresenta a Catedral Diocesana, a história do tropeirismo e o Salto Caveiras.
Uma das cidades mais frias do Brasil que aceita a neve como evento anual
A 900 metros de altitude, Lages registra geadas frequentes entre maio e setembro e, em alguns anos, episódios de neve que cobrem os campos. Mínimas abaixo de zero não são raras nas madrugadas de julho.
Na rotina, isso se traduz em casas com lareira, chimarrão nas praças, lojas com roupas de lã produzidas localmente e um calendário social organizado em torno do inverno. A Estação Inverno, programa estadual de turismo, movimenta restaurantes, pousadas e eventos culturais na serra.