O projeto do Aeródromo São Joaquim, lançado oficialmente durante a TranspoAmazônia 2026, em Manaus, aposta em um mercado que, segundo seus idealizadores, carece de infraestrutura adequada para a aviação executiva no Amazonas.
Para o diretor-executivo do empreendimento, Lysson Barroso, existe uma demanda reprimida de empresários interessados em adquirir aeronaves, mas que encontram dificuldades para armazená-las na capital amazonense. “Muitos empresários deixavam de adquirir aeronaves porque não encontravam estrutura adequada para a hangaragem em Manaus. O projeto do São Joaquim surge para solucionar esse problema”, afirmou.
Localizado na BR-174, a cerca de 20 minutos da barreira da PRF, o aeródromo foi concebido para operar como um aeroporto executivo privado, oferecendo hangares exclusivos, abastecimento próprio, salas executivas, lounge, restaurante, pátio de manobras e controle de acesso 24 horas.
De acordo com Barroso, o diferencial está justamente na possibilidade de o empresário possuir seu próprio espaço para a aeronave. “Hoje, um empresário que queira adquirir uma aeronave em Manaus vai ter que buscar uma alternativa de locação de um hangar que nem sempre é específico para a aeronave dele. O Aeródromo São Joaquim oferece a possibilidade de comprar o lote, construir o próprio hangar e ter uma área exclusiva para sua aeronave”, destacou.
A pista, registrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) desde 2021, terá inicialmente 1.200 metros de extensão, com previsão de ampliação futura. O empreendimento contará com 72 lotes para hangares privativos e também oferecerá serviços de hangaragem para terceiros.
O interesse do mercado surpreendeu os organizadores. De acordo com a empresa, cerca de 60% da primeira fase do projeto já está reservada, mesmo antes do início oficial das vendas. A primeira fase das obras, com previsão de conclusão em 24 meses, contempla a infraestrutura principal, restaurante executivo, hangar para terceiros e os 20 primeiros lotes privativos.

