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No Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026: Eneva destaca R$ 10 bilhões em investimentos na região Norte

A Eneva vem consolidando sua atuação no Norte do país com investimentos bilionários e projetos estruturantes que reposicionam o Amazonas como um novo eixo de desenvolvimento energético nacional.

Presente no estado desde 2018, a companhia já ultrapassou R$ 10 bilhões em investimentos em diferentes frentes, incluindo pesquisa, exploração de gás natural, desenvolvimento de poços e implantação de infraestrutura energética.

Segundo o coordenador de relações institucionais da Eneva no Norte, Márcio Lira, os aportes refletem uma estratégia de longo prazo baseada no potencial do subsolo amazônico.

“A Eneva está no Amazonas desde 2018 e já soma mais de 10 bilhões de reais investidos em pesquisa, exploração e desenvolvimento. Acreditamos fortemente no potencial energético da região”, afirmou.

Energia para milhões de brasileiros

Entre os principais projetos está o Complexo Termelétrico Azulão 950, atualmente em fase de implantação, com previsão de operação a partir de 2027.

A estrutura terá capacidade de gerar 950 megawatts de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 4 milhões de residências em todo o país.

“Esse projeto representa um investimento superior a 7 bilhões de reais e é fundamental para ampliar a segurança energética nacional”, destacou Lira.

Outro destaque é o fornecimento de gás natural que abastece a usina termelétrica de Jaguatirica, em Boa Vista, responsável por até 70% da geração de energia de Roraima, reforçando a importância estratégica da atuação da empresa na região Norte.

Novo ciclo econômico para o Amazonas

Além do impacto energético, os investimentos da Eneva dialogam diretamente com a construção de um novo ciclo econômico para o estado.

Márcio Lira contextualiza que o Amazonas já passou por importantes fases de desenvolvimento, como o ciclo da borracha e a consolidação do Polo Industrial de Manaus, mas aponta a necessidade de diversificação econômica.

“O Amazonas precisa de novas fontes de desenvolvimento. Acreditamos que o gás natural e as riquezas do subsolo representam esse novo ciclo, especialmente vindo do interior do estado”, explicou.

A visão reforça uma tese antiga defendida pelo pensador amazônico Samuel Benchimol, que já apontava o potencial das riquezas naturais como base para o desenvolvimento regional.

Interiorização do desenvolvimento e geração de empregos

Os projetos da Eneva têm forte impacto na economia local, especialmente em municípios do interior do Amazonas.

Somente o Complexo Azulão 950 já gerou mais de 5 mil empregos diretos e indiretos durante sua fase de implantação, além de impulsionar cadeias produtivas em cidades como Silves, Itapiranga e Itacoatiara.

“É todo um ecossistema que se desenvolve: prestação de serviços, fornecimento de insumos, hotelaria, alimentação e até a produção rural familiar”, destacou Lira.

Após a conclusão das obras, a operação deve manter mais de 200 empregos diretos por até duas décadas, além de uma ampla rede de oportunidades indiretas.

Um exemplo prático desse impacto está no fortalecimento da produção local:

“Hoje, em alguns municípios, produtores rurais já têm toda a sua produção absorvida pela demanda gerada pelos projetos”, afirmou.

Tecnologia e exploração com precisão

Para viabilizar os investimentos, a Eneva também realizou campanhas sísmicas na região, um tipo de estudo comparado a um “ultrassom do subsolo”, utilizado para identificar o potencial de reservas de gás natural.

Essa etapa é essencial para orientar decisões estratégicas e garantir eficiência na exploração energética.

Evento reforça protagonismo do setor

A participação da empresa no Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 reforça o papel do evento como vitrine do crescimento do setor na região.

Para a Eneva, o encontro simboliza mais do que articulação institucional, representa a consolidação de um novo momento econômico para o Norte do país.

“Eventos como esse mostram que estamos no caminho certo para transformar o potencial energético da Amazônia em desenvolvimento real”, concluiu Lira.

Texto e Foto: Beatriz Costa

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