Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, embarcações do Japão, da França e de Omã conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A passagem ocorre em um contexto de forte instabilidade na região, após o início do conflito envolvendo o Irã e uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel. Desde então, o estreito tem sido alvo de ameaças, ataques e restrições à navegação, afetando diretamente o fluxo global de energia.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e responde por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, o que o torna um ponto sensível para a economia internacional.
Apesar das restrições impostas pelo Irã, autoridades indicam que alguns países têm conseguido manter o tráfego de suas embarcações, especialmente aqueles que não são considerados inimigos diretos no conflito.
A movimentação ocorre em paralelo a discussões internacionais sobre o envio de forças para garantir a segurança da rota marítima. Países europeus e asiáticos já manifestaram interesse em colaborar com operações de proteção, embora ainda não haja consenso sobre uma ação militar conjunta.
A situação segue sendo monitorada com atenção por governos e mercados, diante do risco de novos impactos no abastecimento global de petróleo e no comércio internacional.
Fonte: Agência Brasil

