O Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) avançou em mais uma etapa do monitoramento de abelhas mamangavas nativas na região de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.

As ações integram o projeto “Status das espécies de mamangavas nativas (Bombus) em áreas suscetíveis à invasão de Bombus terrestris na fronteira Brasil–Uruguai”, iniciado em setembro de 2025.
A iniciativa surgiu diante da possibilidade de entrada no Brasil da mamangava europeia (Bombus terrestris), uma espécie invasora introduzida no Chile para polinização agrícola. Embora contribua para o aumento da produtividade de culturas como o tomate, essa espécie pode competir por recursos naturais com as mamangavas nativas e transmitir doenças, representando risco ambiental para as populações locais.
Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora do DDPA Sidia Witter, o objetivo principal é “avaliar a composição, a abundância e o uso de recursos florais por espécies de abelhas nativas de Bombus em áreas vulneráveis à invasão da espécie exótica B. terrestris, gerando subsídios para ações de conservação e políticas públicas”.
O monitoramento é realizado mensalmente e abrange nove municípios da fronteira: Arroio Grande, Pedro Osório, Herval, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Candiota, Hulha Negra, Bagé e Aceguá, totalizando 320 quilômetros percorridos por mês ao longo das beiras de estrada. Até o momento, não há registros da espécie de mamangava invasora no Rio Grande do Sul.
Bombus terrestres
Qual o perigo da picada da mamangava?
O perigo da picada da mamangava reside na dor intensa e na capacidade de ferroar múltiplas vezes, diferente de outras abelhas, podendo causar reações alérgicas graves, como anafilaxia, em pessoas sensíveis, e sintomas tóxicos (dor, inchaço, vermelhidão) em maior número de picadas, exigindo atenção médica imediata para reações sistêmicas.
Dados: Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação