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“Mês do Fogo”: aumento de queimadas no Amazonas levanta suspeita de ação coordenada durante período eleitoral

Autoridades investigam incêndios florestais, enquanto Greenpeace aponta possível relação entre a escalada do fogo e o calendário eleitoral

Manaus (AM), 23 de outubro de 2026 — O aumento expressivo das queimadas no Amazonas após o primeiro turno das eleições de 2026 acendeu um alerta entre organizações ambientais e autoridades responsáveis pela fiscalização. O Greenpeace Brasil chamou o fenômeno de “Mês do Fogo” e levantou a hipótese de que parte dos incêndios possa ter sido provocada deliberadamente, em uma ação coordenada com possíveis motivações eleitorais.

Segundo levantamento divulgado pela organização em 22 de outubro, dados do Laboratório de Aplicações de Satélites da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ) indicaram que o Amazonas registrou 258.678 hectares de área queimada entre 1º e 20 de outubro. O número representa um aumento de 1.305% em relação ao mesmo período de 2025.

A hipótese apresentada pelo Greenpeace faz referência ao chamado “Dia do Fogo”, registrado no Pará em agosto de 2019, quando produtores rurais e outros envolvidos teriam combinado a realização de queimadas criminosas. A organização afirma que o crescimento atípico dos registros em outubro de 2026 merece investigação rigorosa para esclarecer a origem dos incêndios e eventuais interesses por trás das ocorrências.

O governo federal informou que órgãos de segurança e fiscalização estão atuando para apurar possíveis crimes ambientais. A força-tarefa reúne a Polícia Federal, a Polícia Civil do Amazonas, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência, o Ibama e outras instituições.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as equipes realizam diligências em campo, perícias e análises de imagens de satélite para identificar possíveis responsáveis e esclarecer as circunstâncias dos incêndios.

Apesar das suspeitas levantadas, ainda é necessário distinguir o aumento das queimadas da comprovação de uma operação organizada com objetivos eleitorais. A confirmação dessa hipótese depende de evidências que demonstrem a participação dos responsáveis, a eventual coordenação entre eles e a existência de motivação política.

Enquanto as investigações avançam, os incêndios continuam representando uma ameaça à floresta, à biodiversidade e à saúde da população, especialmente nas áreas atingidas pela fumaça.

Fontes: Greenpeace Brasil

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