A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), deixou o comando da pasta nesta quarta-feira (1º), encerrando um ciclo de quase três anos à frente da política ambiental do governo federal. A saída ocorre dentro de uma reorganização da Esplanada e também em meio às articulações políticas para as eleições de 2026.
Durante sua despedida, Marina apresentou um balanço da gestão iniciada em 2023, destacando a redução do desmatamento, a retomada de políticas ambientais e o fortalecimento institucional do ministério. A ministra também ressaltou avanços no financiamento climático e na reconstrução de programas voltados à preservação ambiental.
Com a saída, o então secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco, assume o cargo e dará continuidade à agenda ambiental do governo. A transição, segundo Marina, representa a manutenção das diretrizes já estabelecidas, com foco na sustentabilidade e no combate às mudanças climáticas.
A ex-ministra indicou que deve disputar as eleições deste ano, possivelmente concorrendo a uma vaga no Senado por São Paulo. A desincompatibilização do cargo atende às exigências da legislação eleitoral, que obriga ocupantes de funções públicas a deixarem seus postos dentro do prazo estabelecido antes do pleito.
Marina Silva ocupava o cargo desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, e já havia comandado o ministério anteriormente, entre 2003 e 2008. Ao deixar a função, ela reforçou o compromisso de seguir atuando na agenda ambiental e política do país.
Fonte: Poder 360

