O governo do Líbano recorreu à Santa Sé em busca de apoio diplomático para proteger comunidades cristãs que vivem no sul do país, região que enfrenta novos episódios de violência na fronteira com Israel.
O pedido foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Raggi, durante uma conversa telefônica com o arcebispo Paul Richard Gallagher, responsável pelas Relações com os Estados no Vaticano. O diálogo foi confirmado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
Segundo o chanceler libanês, o objetivo é que o Vaticano utilize seus canais diplomáticos para ajudar a preservar a presença histórica de cristãos nas aldeias localizadas próximas à fronteira. Muitas dessas comunidades enfrentam bombardeios e ordens de evacuação em meio à escalada do conflito, o que tem provocado uma grave crise humanitária e o deslocamento de moradores.
Durante a conversa, Raggi afirmou que os habitantes dessas localidades sempre apoiaram o Estado libanês e suas instituições militares. Ele pediu que a Santa Sé atuasse como mediadora para evitar que essas comunidades sejam obrigadas a abandonar suas terras.
De acordo com o ministro, o arcebispo Gallagher garantiu que o Vaticano está realizando contatos diplomáticos para tentar conter a escalada do conflito e impedir o deslocamento forçado da população civil. O representante da Santa Sé também afirmou que o país permanece nas orações do Papa.
A preocupação cresce especialmente após episódios recentes de violência na região. Um sacerdote maronita morreu ao tentar socorrer feridos em um ataque a uma aldeia cristã no sul do Líbano, fato que chamou a atenção da comunidade internacional para a situação das populações locais.
O tema também já havia sido mencionado pelo Papa Leão XIV durante sua visita ao país em 2025, quando destacou a importância da presença cristã no Líbano e afirmou que essas comunidades têm a missão de contribuir para uma “civilização do amor e da paz”.
Fonte: Vatican News

