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Instituto Epoquí aposta na bioeconomia e inovação para transformar o setor energético

A integração entre tecnologia, sustentabilidade e recursos naturais da Amazônia foi um dos destaques apresentados pelo Instituto Epoquí durante o Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026. A instituição, sediada na região, atua no desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas ao setor de energia, com foco especial na aplicação da bioeconomia na indústria de petróleo e gás.

De acordo com o CEO do instituto, Vladimir Quéops, o Epoquí nasce da experiência de profissionais com atuação direta no setor energético, especialmente na indústria de petróleo, e busca transformar esse conhecimento em inovação tecnológica alinhada às características da Amazônia.

“O instituto trabalha com ciência e tecnologia voltadas à energia como um todo, incluindo petróleo, gás, energia elétrica e água, sempre com a premissa de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, destacou.

Química verde aplicada ao petróleo

Um dos principais diferenciais do Instituto Epoquí é o desenvolvimento de soluções baseadas na chamada química verde, que busca substituir insumos sintéticos por alternativas naturais provenientes da biodiversidade amazônica.

A proposta envolve a utilização de compostos extraídos de plantas, fungos e bactérias para aplicação em processos da indústria petroquímica, como na extração, produção e refino de petróleo.

“A ideia é retirar produtos sintéticos e inserir soluções naturais, como enzimas e compostos da biodiversidade amazônica, dentro das formulações utilizadas pela indústria”, explicou Quéops.

Segundo ele, esse movimento permite não apenas reduzir impactos ambientais, mas também agregar valor à produção regional, levando insumos amazônicos para o mercado global.

Conexão entre startups, pesquisa e indústria

O instituto também atua como um elo entre diferentes atores do ecossistema de inovação, conectando startups, centros de pesquisa e grandes empresas do setor energético.

A estratégia inclui a adaptação de soluções já existentes no mercado para aplicação na indústria de petróleo e gás, acelerando processos de validação e entrada no mercado.

“A gente identifica soluções, adapta para a realidade da indústria e consegue validar rapidamente com grandes players, porque temos acesso direto a quem decide”, afirmou.

Esse modelo permite o desenvolvimento de provas de conceito (POCs) de forma mais ágil, aumentando as chances de escalabilidade das tecnologias.

Desenvolvimento da cadeia produtiva amazônica

Além da pesquisa aplicada, o Instituto Epoquí também atua no fortalecimento da cadeia produtiva local, buscando garantir que a Amazônia não seja apenas fornecedora de matéria-prima, mas protagonista em todas as etapas do processo.

Um dos exemplos citados é o desenvolvimento de produtos a partir de insumos como a andiroba, que podem ser utilizados pela indústria internacional.

“Nós trabalhamos desde a pesquisa até a estruturação da cadeia produtiva, preparando o manejo, o cultivo e a qualidade da matéria-prima para atender à demanda da indústria”, destacou.

A proposta inclui parcerias com instituições de pesquisa, escolas agrícolas e organizações do setor agro, promovendo o desenvolvimento sustentável e a geração de renda na região.

Amazônia como polo de inovação energética

Com atuação baseada em ciência aplicada e acesso a linhas de financiamento e incentivos, o Instituto Epoquí busca consolidar a Amazônia como um polo de inovação no setor energético.

A instituição também mantém articulações com parceiros nacionais e internacionais, ampliando o alcance das tecnologias desenvolvidas na região.

“Nós queremos deixar um legado. Não é só fazer pesquisa, mas transformar isso em soluções reais, que gerem impacto econômico, ambiental e social”, reforçou Quéops.

A participação no evento evidencia o avanço de iniciativas que unem tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento regional, posicionando a Amazônia como peça-chave na transformação da indústria de energia.

Texto e foto: Beatriz Costa

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