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II Seminário de Segurança e Defesa da Amazônia amplia debate sobre desenvolvimento, proteção ambiental e fortalecimento da região

Belém (PA) – O Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO) concluiu, nesta quinta-feira, 18 de junho, a segunda edição do Seminário de Segurança e Defesa da Amazônia. Durante dois dias, o evento reuniu representantes das Forças Armadas e auxiliares, pesquisadores, professores e estudantes para discutir os desafios e oportunidades da região amazônica no contexto pós-COP30.

Com o tema “Desenvolvimento, Proteção Ambiental e Povos Originários: Pilares da Soberania na Amazônia no Pós-COP30”, o seminário foi realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade da Amazônia (UNAMA), o Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), o Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Instituto de Estudos Estratégicos da Amazônia (IE2A), reunindo especialistas de diferentes áreas do conhecimento para debater caminhos voltados ao desenvolvimento sustentável, à proteção ambiental e ao fortalecimento da defesa na região.

Organizadas em quatro mesas temáticas, as discussões abordaram temas como geopolítica, justiça climática, governança, desenvolvimento estruturante, infraestrutura crítica, recursos estratégicos, comunicação e mentalidade de defesa. Os painelistas debateram os desafios e perspectivas estratégicas para a Amazônia, reforçando a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e social, proteção ambiental, segurança e valorização das comunidades tradicionais como pilares da defesa nacional.

A abertura do evento reuniu o Comandante Militar da Amazônia Oriental, General de Exército José Ricardo Vendramin Nunes, o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, o General de Exército Fernando Azevedo e Silva, antigo Ministro da Defesa, além de autoridades militares, representantes de instituições de ensino superior e de centros de pesquisa parceiros.

Para o General Vendramin, a segunda edição do seminário teve como finalidade ampliar o diálogo sobre desenvolvimento e proteção ambiental na Amazônia: “o Seminário tem esse condão de permitir que haja a expressão de diferentes atores na busca de um consenso entre essas duas agendas. Esse ano tivemos uma presença de público muito grande, em torno de 500 pessoas, e a ideia do CMAO é que os trabalhos perdurem para formar uma massa crítica, onde o debate possa prosseguir”, afirmou.

Povos originários e desenvolvimento

Os debates também evidenciaram a importância da participação dos povos originários na construção de soluções para a Amazônia e destacaram iniciativas desenvolvidas em apoio às comunidades indígenas. Presente no evento, a cacica Marcela Curuaí, da Terra Indígena Cobra Grande, ressaltou a relevância das ações realizadas junto aos povos indígenas: “eu quero parabenizar o Exército pelo trabalho desenvolvido junto aos povos indígenas, em especial aos yanomamis. A gente sabe das dificuldades que eles enfrentam, mas o Exército está presente, são verdadeiros anjos dos povos indígenas”.

Integração acadêmica

Uma das novidades desta edição foi a realização da Exposição Acadêmica de Segurança e Defesa da Amazônia, que reuniu trabalhos produzidos por estudantes e pesquisadores das instituições parceiras. A iniciativa ampliou a participação da comunidade acadêmica e promoveu a troca de conhecimentos entre universidades, centros de pesquisa e instituições ligadas à defesa.

Ao reunir instituições militares, universidades e centros de pesquisa, o II Seminário de Segurança e Defesa da Amazônia consolidou-se como um espaço de diálogo voltado à construção de soluções para os desafios da região amazônica, promovendo a integração entre conhecimento acadêmico e temas estratégicos relacionados ao desenvolvimento sustentável, à proteção ambiental e à defesa.

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