Educar é tocar o futuro com as mãos, porque com sabedoria e carinho, você ilumina caminhos.
O professor é uma pessoa muito importante para o crescimento, educação e responsabilidades dos nossos filhos. Ele está presente quase todos os dias na vida deles seja cuidando deles enquanto os pais trabalham, ensinando sobre o mundo e o português nas escolas e faculdades e tem o professor esportivo que além de ensinar um esporte, faz com que ele aprenda que a saúde juntamente com o esporte é muito importante para nós.
É uma das profissões mais importantes no mundo, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Já Platão na sua obra “A República”, alertava para a importância do papel do professor na formação do cidadão.
Hoje temos entrevistas com professores de escolas de educação e escola de padel.

Rafael Suko
Professor de Padel – Clube Mais padel – Joinville – SC
…”Tenho muito orgulho de olhar para trás e ver o quanto cada aluno evoluiu.
Ver os alunos superando dificuldades, ganhando confiança e conquistando coisas que antes pareciam difíceis é uma das maiores recompensas que tenho como professor.
Eu amo ensinar padel, mas amo ainda mais fazer parte da evolução de vocês.
Obrigado pela confiança, pela dedicação e por me permitirem fazer parte dessa caminhada.”…
Bianca Aparecida de Fátima Costa Santos
Trabalha em um CMEI creche, educação especial, pelo município de São Francisco do Sul – SC e para o Estado catarinense no CEJA
…”ser professor para mim é um aprendizado, literalmente um aprendizado. Eu aprendo todos dias com os meus alunos, tanto do pré 1 e da educação infantil, enfim, eu aprendo até a me entender com a criança interior, compreender o mundo de forma mais leve, mais doce, se doar, se doar mais, me abrir mais, até para minhas emoções, pros sentimentos, porque eles despertam isso na gente, eles precisam de carinho, de atenção.
E com os jovens e adultos, ser professor é algo que me desperta a amizade e desperta também a questão de viver a vida. De ser grata a vida e ser professora é algo muito especial. Antes eu tinha uma certa dificuldade, mas ser professora e uma maneira que me faz mudar muita coisa dentro de mim, um agente transformador. E uma experiência transformadora, é isso que eu queria dizer. Porque eu entrei na carreira não sabendo muito bem se era aquilo que eu queria, mas graças a Deus por onde eu passei, eu tive ótimas experiências, também ótimos colegas de trabalho. Então, hoje em dia, assim, meu Deus, eu sou muito feliz na minha área.”…
Matiani Scheer
EEB Professor Gustavo Augusto Gonzaga – Joinville – SC
…” Depois de alguns anos trabalhando nessa área, percebi que a palavra que melhor define o que faço não é “especial”. É humano.
Seria clichê dizer que me encontrei nessa profissão. A verdade é que eu realmente sou apaixonada pelo que faço. E o resultado disso está na confiança que construí.
Eles confiam em mim. Quando precisam de socorro, eu consigo entender. Quando não conseguem explicar o que sentem, eu tento encontrar outras formas de escutar. Acolho. Respeito. E, acima de tudo, enxergo.
Alguns chamam isso de dom. Eu chamo de entendimento.
Entendimento do meu papel na vida dessas crianças, desses adolescentes e desses jovens. Entendimento de que, antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa.
Eles têm nome. Têm sobrenome. Têm gostos, medos, desejos, histórias, limites, potencialidades e sonhos.
Não são um CID.
São crianças. São adolescentes. São jovens.
E talvez seja justamente por isso que eu me incomode tanto quando escuto alguém dizer:
“Eu não teria jeito com ele.”
“Com esse aluno não tem jeito.”
Não é sobre ter jeito. É sobre entrega.
É sobre respeitar o tempo, o caminho e a jornada de cada um. É sobre compreender que aquilo que funciona para um pode não funcionar para outro. É sobre buscar recursos, estratégias, conhecimento e, principalmente, disposição para olhar para aquela pessoa sem reduzi-la àquilo que está escrito em um laudo.
Porque Educação Especial não é “especial” porque o aluno é diferente.
É especial porque exige conhecimentos, recursos e estratégias específicas para garantir que todos tenham acesso ao direito de aprender…
E talvez essa seja uma das coisas que mais amo no meu trabalho: perceber que, quando alguém acredita que não há caminho, quase sempre existe um só precisamos estar dispostos a procurá-lo.
Não faço porque acho que tenho um dom.
Faço porque acredito que todo ser humano merece ser visto para além daquilo que o diagnóstico diz sobre ele.”…