Com 27 anos de atuação no Polo Industrial de Manaus, a Fundação Paulo Feitosa (FPFTech) marcou presença na ExpoPIM 4.0 apresentando um portfólio robusto de soluções tecnológicas, educacionais e de inovação voltadas ao desenvolvimento da região amazônica.
Durante o evento, a instituição se posicionou como um verdadeiro parque tecnológico, reunindo projetos que vão desde inteligência artificial até iniciativas voltadas à bioeconomia e inclusão social.
Tecnologia aplicada à realidade amazônica
De acordo com a gerente de marketing da fundação, Rejane Bulbol, a participação na feira teve como objetivo aproximar a sociedade das soluções desenvolvidas pela instituição.
“Estamos aqui trazendo tudo o que a FPF tem desenvolvido na região. Hoje atuamos em diferentes frentes de negócios, principalmente com projetos de hardware e software dentro da área de inovação e ciência”, destacou.
Entre os destaques apresentados estão projetos de inteligência artificial, gêmeos digitais e outras soluções tecnológicas voltadas à indústria e à transformação digital.

CadDoctor: inovação que salva vidas em áreas remotas
Um dos projetos que mais chamou atenção durante a ExpoPIM foi o CadDoctor, uma solução de telemedicina desenvolvida para atender populações em regiões de difícil acesso na Amazônia.
Segundo o diretor de relações institucionais da FPFTech, Armando Ennes do Vale, o diferencial do projeto está na autonomia e na capacidade de adaptação ao contexto local.
“O CadDoctor é um projeto de telemedicina extremamente inovador. O diferencial é que ele funciona de forma autônoma, tanto em energia quanto em conectividade, e consegue se comunicar em até oito línguas indígenas”, explicou.
A tecnologia funciona por meio de uma cabine equipada com inteligência artificial, capaz de realizar a triagem inicial dos pacientes, aferindo dados como pressão arterial, temperatura e outros indicadores básicos de saúde.
Além disso, o sistema realiza tradução simultânea entre o profissional de saúde e o paciente indígena, permitindo uma comunicação eficiente mesmo em contextos linguísticos complexos.
Impacto social e acesso à saúde
O projeto já está em fase de testes em comunidades indígenas no interior do Acre, incluindo a região de Jordão, onde o acesso a serviços médicos é limitado.
“A proposta é garantir que comunidades com poucos recursos tenham acesso a um atendimento médico inicial de qualidade, sem a necessidade de deslocamentos longos e complexos, que muitas vezes envolvem barcos ou aeronaves”, ressaltou Armando.
A iniciativa representa um avanço significativo na integração entre tecnologia e saúde pública, especialmente em territórios isolados da Amazônia.
Educação, empreendedorismo e formação tecnológica
Além das soluções tecnológicas, a FPFTech também apresentou sua atuação na área educacional. A instituição mantém cursos de graduação nas áreas de engenharia de software, engenharia da computação e tecnólogo em automação industrial.
Também oferece ensino médio técnico, cursos técnicos de duração média e programas de extensão voltados à qualificação profissional de curto prazo.
Outro destaque é a atuação no incentivo ao empreendedorismo, por meio de uma incubadora de startups e de um centro de inovação — considerado o primeiro da região Norte — além de iniciativas voltadas à bioeconomia.
“Atualmente, temos cerca de 20 startups incubadas e trouxemos algumas delas para apresentar seus produtos aqui na feira”, destacou Rejane.
Um ecossistema de inovação em expansão
Ao reunir tecnologia, educação e empreendedorismo em um único ambiente institucional, a FPFTech reforça seu papel estratégico no desenvolvimento do Polo Industrial de Manaus e na construção de soluções adaptadas à realidade amazônica.
A participação na ExpoPIM 4.0 evidencia não apenas a capacidade técnica da instituição, mas também seu compromisso com a inovação aplicada à melhoria da qualidade de vida da população.
Projetos como o CadDoctor demonstram que, na Amazônia, a tecnologia não apenas evolui, ela se adapta, conecta e transforma realidades.
Texto e Fotos: Beatriz Costa