No dia 23 de junho, o Comando de Artilharia do Exército (Cmdo Art Ex) deu início ao deslocamento estratégico do Sistema ASTROS, sistema nacional de artilharia de foguetes e mísseis, rumo ao estado de Roraima. A mobilização integra a Operação ATLAS — o maior exercício militar brasileiro de 2025, coordenado pelo Ministério da Defesa — e é uma demonstração concreta da mobilidade e prontidão das Forças Terrestres.
Jornada terrestre e fluvial
A primeira fase da operação ocorreu em Formosa (GO), onde, após reunião preparatória entre o Centro de Logística de Mísseis e Foguetes (C Log Msl Fgt) e o 16º Grupo de Mísseis e Foguetes (16º GMF), foi traçado o plano de segurança e itinerário. O General de Brigada Erb Lyra Leal reforçou a relevância da missão como expressão da capacidade de força estratégica brasileira.
A 1ª Bateria do 16º GMF partiu por via terrestre rumo a Belém (PA), de onde retomará o trajeto por via fluvial até Manaus (AM), antes afunilar em deslocamento terrestre final até a região de Pacaraima, em Roraima – próximo à fronteira com a Venezuela.

Objetivos e integração
A Operação ATLAS, prevista para ocorrer em outubro, tem como objetivos principais:
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Reforçar a mobilidade e capacidade de resposta do Exército,
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Provar a aptidão do ASTROS como sistema de cobertura estratégica de longo alcance e precisão,
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Promover a interoperabilidade entre Exército, Marinha e Aeronáutica,
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Fortalecer a presença da Defesa Nacional em áreas sensíveis do território brasileiro.
Repercussões estratégicas
A movimentação evidencia a prioridade dada à soberania nacional e à prontidão no Norte do país, uma região considerada crítica por sua imprevisibilidade geopolítica e logística desafiadora. O exercício também serve como preparação para cenários futuros, como a COP30, sediada em Belém, e eventuais incidentes na faixa de fronteira .
Próximos passos
Com a chegada em Roraima, os efetivos do ASTROS estarão posicionados à margem da fronteira, prontos para participar dos treinos que simularão situações reais. A Operação ATLAS, que envolverá atividades de setembro a outubro, permitirá testar a capacidade de mobilização integrada e a eficiência logística em campo.