A instituição de ensino é a mais distante do país e fica a 4h30 de avião de Manaus até a fronteira com a Colômbia
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PILOTO
O estudante Kubeo Gerson da Silva Lan, 14, disse “que seu sonho é ser piloto de aeronave e que com a escola até o ensino médio, vai poder se preparar para um dia, quem sabe, poder fazer as provas para ser piloto. Meus pais não tem condições de pagar meus estudos fora, mas vou me preparar para ser piloto estudando aqui na aldeia”, comentou. Como ele, dezenas de outros estudantes kubeo tiveram seus sonhos renovados com a construção da escola.
Com mais de trezentas pessoas na comunidade, onde o 2º Pelotão Especial de Fronteira Querari é o núcleo de defesa da soberania nacional, em uma região onde há rotas do narcotráfico do outro lado da fronteira e atuação de grupos guerrilheiros, que não aceitaram o acordo de paz colombiano; a escola Nossa Senhora Imaculada da Conceição, é um símbolo de cidadania, através da educação, e a melhor forma de evitar que os jovens sejam cooptados pelos grupos que cometem crimes transnacionais.
UNIÃO
O tenente Uerlei Nivaldo da Costa Moreira, 29, comandante do 2º PEF Querari, disse que a escola uniu ainda mais a comunidade aos militares, porque todos construíram juntos o sonho de várias gerações, que estão em uma das áreas mais distantes do Brasil (de Manaus até Querari são 4h30 de avião Caravan). “Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e continuaremos fazendo, porque acreditamos que a Educação nos ajuda no fortalecimento do caráter dos jovens e permite que eles sonhem de uma maneira concreta, porque dá pra vencer na vida com os estudos”.
LIDERANÇA
O ‘capitão’ da aldeia Kubeo Osvaldo José Torres, 37, disse “que a escola representa mais do que esperança, mas a certeza que os jovens terão um futuro melhor com o ensino que será dado de forma bilíngue respeitando a cultura local”. Ele destacou ,também, que com o ensino médio, os jovens vão ficar mais tempo com os pais o que fortalece a formação deles, sem ter que ir para a cidade, onde há riscos que na aldeia não há, como a delinquência e às bebidas. É uma grande conquista para nós”.
AGRADECIMENTO
Aplaudida por alunos, professores, lideranças indígenas e militares, se emocionou, mas continuou sua fala dizendo: ” Infelizmente em 2019, o prédio onde funcionava a escola, e que estava deteriorado, não resistiu a uma tempestade e foi pelos ares, impossibilitando, assim, a realização das aulas. Diante disso, a comunidade de Querari, que sempre acreditou na educação, encontrou no Exército o apoio que precisava. Encontrou um comandante que não mediu esforços para proporcionar uma escola mais digna para nossas crianças e jovens. Obrigado Comandante Sylvio Doctorczyk. Obrigado Cláudia sua esposa e a todos do 2º PEF e da comunidade Kubeo, que não mediram esforços para que este sonho fosse concretizado”.