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COP32: o protagonismo da África e a COP do Clima na Etiópia

Por Beatriz Costa

A África conquistou um novo capítulo em sua trajetória climática global com a escolha da Etiópia como país-sede da 32ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática (COP32), marcada para 2027 em Adis Abeba. A decisão foi tomada durante a COP30, realizada em Belém (PA), no Brasil, quando o Grupo Africano de Negociadores endossou por unanimidade a candidatura etíope.

Esse momento representa algo além da simples organização de uma cúpula: é a afirmação de que a África busca não apenas participar, mas liderar o debate climático global. Ao longo da preparação para a COP32, a Etiópia e outros países africanos têm destacado um discurso que mostra o continente não como vítima das mudanças climáticas, mas como parte essencial das soluções.

A escolha da Etiópia é simbólica em vários sentidos. O país não apenas sediará o evento, mas também pretende usar a plataforma para destacar prioridades africanas, como adaptação às mudanças climáticas, justiça climática, segurança alimentar e acesso a financiamento verde, pilares considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável no continente.

Autoridades etíopes e representantes regionais veem a COP32 como uma oportunidade para transformar percepções globais. Segundo declarações de lideranças locais, a conferência será uma chance de mostrar que soluções climáticas podem surgir diretamente das experiências africanas e que os países em desenvolvimento têm propostas concretas para a ação global.

O impacto vai além da diplomacia: espera-se que mais de 60 mil representantes de governos, sociedade civil, setor privado e organizações internacionais participem do encontro, trazendo visibilidade internacional para temas estratégicos discutidos pela África.

Especialistas argumentam que essa COP se insere em um momento em que a implementação dos compromissos climáticos (NDCs) e a transição para economias resilientes são urgências para todo o planeta. A liderança africana nas negociações, exemplificada pela escolha da Etiópia, pode, portanto, influenciar a agenda global e trazer novas perspectivas sobre justiça climática, adaptação e financiamento sustentável.

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